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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Umbanda: a senhora das mil faces

Diamantino Fernandes Trindade
(Hanamatan)


Escrever sobre a Umbanda não é tarefa para leigos, repórteres ou curiosos. Estes, por falta de percepção, sensibilidade ou de conhecimento vêm a Umbanda como um emaranhado de práticas oriundas das mais diversas religiões. Jamais pararam para se perguntar porque um culto, por eles mesmos tratado como fetichista, pode atrair milhões de pessoas. Diriam até que seria pelo aspecto etno-cultural das mais diversas classes sócio-culturais. Que mistério há por traz desses ritos que consideram confusos e destituídos de bom senso? Por que tantos a atacam? É preciso conhecer seus aspectos fenomênicos, magísticos, mediúnicos, ritualísticos, doutrinários e filosóficos, nas suas causas. É preciso também que se tenha um vivencial do dia-a-dia de seus terreiros e templos. Raros, raríssimos são os que têm essa experiência. Enquanto a Umbanda se abre num leque de mil cores, muitos se interessam apenas pela qual se afinizam, certos de que é a melhor. Outros pretendem impor um determinado ritual porque é aquele que lhes trás mais benefícios.
Quem quiser, apenas de longe, saber o que a Senhora das Mil Faces representa para o povo brasileiro, basta ver o que acontece nas praias na passagem do ano. Lá se encontram ricos, pobres, brancos, negros, mestiços, todos juntos, acendendo suas velas, e ofertando flores a Yemanjá, pedindo que o ano lhes seja propício. Esta manifestação colossal é peculiar, é própria da fé ou da mística umbandista. Muitos se aproximam da Umbanda pois pressentem sua força, sua magia, seu poder de transformação. A Umbanda aceita, respeita as necessidades de cada grupo naquilo que os faz sentirem-se unidos ao Sagrado. Por isso Ela parece tão variada em suas manifestações, pois cada unidade-terreiro exprime com fidelidade as necessidades daqueles que ali acorrem. Para muitos esta maleabilidade é confundida como uma mistura desconexa, mas na verdade apenas traduz, em seus aspectos mais profundos, um motivo: atingir a síntese do conhecimento humano, lembrar a todos que como Caboclo, Preto-Velho e Criança, também somos espíritos eternos e imortais e que cada existência nos serve de aprendizado e aperfeiçoamento para vidas futuras, caminhando rumo à nossa realidade. Esta é a Umbanda do povo brasileiro.
As tentativas de codificação da Umbanda tem sido infrutíferas pois esta religião é um grande cadinho onde se amalgamam pessoas de todos os níveis sociais, culturais e intelectuais. Enquanto para alguns, os cultos mais populares falam mais alto ao seu grau de consciência, outros se encontram espiritualmente nos ritos esotéricos e iniciáticos umbandistas. A Umbanda é uma só, independente do tipo de terreiro ou culto. O Astral Superior atende a todos que a ela recorrem. Para entender melhor basta lembrarmos das sábias palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas:

A Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade; da mesma forma como Maria ampara nos braços o filho querido, também serão amparados os que dela se socorrerem.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Leal de Souza

A Editora do Conhecimento lançou, em dezembro de 2008, uma nova edição do livro O Espiritismo, a Magia e as Sete Linha da Umbanda, de Leal de Souza.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Que Planeta queremos deixar para as próximas gerações?


A preocupação com o destino de nosso Planeta é manifestada de diversas formas. O brilhante artista Uiraquitã Rodrigues Pinto (06/08/1954 - 19/10/2004), que assinava QUITÃ, expressou sua apreensão e indignação com a sublime obra Tristeza de Cristo. Sobre isso escreveram os professores do CEFET-SP, Utabajara Rodrigues Pinto, seu irmão, e Eduardo Mosaner Jr:
Felizmente Cândido Portinari teve seu talento devidamente reconhecido, contudo, nem sempre isso acontece. Sobretudo no Brasil, há um grande número de artistas talentosos que vivem no anonimato, outros vão para o exterior onde finalmente conseguem se destacar. No entanto, para o verdadeiro artista não é a fama que o realiza, mas a emoção daqueles que contemplam as suas obras. O artista sabe que a Arte é exatamente como uma flor cuja beleza não depende do jardim.
Assim como uma flor, uma obra de Arte é sempre bela, não importa onde esteja, pode estar gravada em um velho muro, pode estar em um pequeno ateliê, pode estar em uma importante galeria ou numa calçada da praça pública de um grande centro urbano talvez, ou de uma cidadezinha qualquer. Pode ser São Paulo, pode ser Congonhas do Campo, pode ser Ouro Preto ou logo ali... em Resende, no Vale do Paraíba. Este quadro de óleo sobre tela com a IMAGEM DE CRISTO é uma dessas obras que dispensa comentários. Ela foi pintada pelo artista plástico e ser humano indescritível, inigualável e de enorme talento: Quitã. Ele morava em Resende no Rio de Janeiro onde pintou suas mais belas obras e onde também faleceu em outubro de 2004. Para seus herdeiros o quadro não tem preço, é inegociável. Esta obra chegou a ser premiada na Itália e hoje faz parte do acervo do artista.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Umbanda Brasileira: um século de História


Obra publicada em novembro de 2008 pela Icone Editora.
A Umbanda do Brasil completa um século de existência. Que mistério há por traz desta religião cujos ritos alguns consideram confusos e destituídos de bom senso? Por que tantos a atacam? Para entendê-la é preciso conhecer seus aspectos fenomênicos, magísticos, mediúnicos, ritualísticos, doutrinários e filosóficos, nas suas causas. É preciso também que se tenha um vivencial do dia-a-dia de seus terreiros e templos. Quem quiser, apenas de longe, saber o que a “Senhora das Mil Faces” representa para o povo brasileiro, basta ver o que acontece nas praias na passagem do ano. Lá se encontram ricos, pobres, brancos, negros, mestiços, todos juntos, acendendo suas velas, e ofertando flores a Yemanjá, pedindo que o ano lhes seja propício. Esta manifestação colossal é peculiar, é própria da fé ou da mística umbandista. Muitos se aproximam da Umbanda pois pressentem sua força, sua magia, seu poder de transformação.
Nesta obra, o autor resgata a memória da centenária religião brasileira fundamentado na pesquisa de documentos originais, nos estudos de autores consagrados (médiuns, pais espirituais, antropólogos etc), além da sua vasta vivência nos terreiros de Umbanda, Cultos de Nação etc.
Trata-se de uma obra direcionada tanto para os leitores iniciantes quanto para os freqüentadores dos templos, médiuns e sacerdotes umbandistas.

Os Orixás na Umbanda e no Candomblé


Esta obra foi publicada, em cinco volumes, em 1987.
Em setembro de 2008, uma nova edição revisada e ampliada, foi publicada em volume único pela Madras Editora.
Nesta obra os autores apresentam as características dos Orixás e de seus "filhos", as suas atuações na Umbanda e no Candomblé, as oferendas, os dias da semana, as cores, os pontos e outros atributos importantes relacionados a eles.
O livro inclui algumas lendas a respeito dos Orixás.
Os autores utilizam-se de uma linguagem clara e objetiva, o que facilita o entendimento tanto do leitor umbandista quanto daquele que quer conhecer ou saber um pouco mais sobre os Sagrados Orixás.
Trata-se de um guia prático sobre essas divindades da natureza.

Iniciação à Umbanda


Este livro foi publicado pela primeira vez em 1986.
Em maio de 2008, uma edição revisada e ampliada, foi relançada pela Madras Editora.
Nesta obra, os autores apresentam aspectos importantes da História da Umbanda, seus fundamentos, suas Sete Linhas, sua ritualística, as características dos Orixás e de seus "filhos", além de explanar sobre as Entidades que atuam nos trabalhos e a respeito da mediunidade, tudo explicado em uma linguagem clara e objetiva, de modo que o leitor possa ser introduzido em uma verdadeira Iniciação à Umbanda.
Trata-se de um guia prático tanto para o leitor iniciante quanto para médiuns e sacerdotes de Umbanda.

domingo, 12 de outubro de 2008

Imagens históricas da Umbanda - 6


Capa do livro do Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda, 1941.