sexta-feira, 6 de setembro de 2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
RAÍZES DE ORUNMILÁ-IFÁ
Aos que perguntam sobre as minhas raízes no Culto de Orunmilá-Ifá, explico:
Sou discípulo de Babáláwò Ifatoki Adekunle Aderonmu Ògúnjimi do qual recebi o nome sacerdotal iniciático de Awo Ifasoya Ifadaisi.
Quem é o meu iniciador?
Otumba (Príncipe Herdeiro) Adekunle Aderonmu tem como nome
religioso Adekunle Aderonmu Ogunjimi, nome adquirido quando de seu nascimento,
em cerimônia própria, trazendo o significado da tradicional família da Coroa
Real em Oyo, Abeokutá e diz respeito ao Orilé com origem e ligação sanguínea de
gerações.
As raízes se remontam à tradição de herança de pai para
filho. Otumba Adekunle Aderonmu Ògúnjimi foi iniciado aos 10 anos de idade para
o Oríşá Ògún, em Abeokuta, na Nigéria, sua terra Natal, e posteriormente para
os mistérios de Ìfá.
Conforme assegura a tradição de origem familiar, é bisneto
de Ojélabi, sacerdote do Culto a Egungun, neto de Ifatoki e filho carnal de
Ìfáronmu Otumba Aderonmu, do mesmo modo, sacerdote no culto a Ìfá, sendo então
ele hoje Babáláwò Ifatoki Adekunle Aderonmu Ògúnjimi, mais conhecido como
Babáláwò Ògúnjimi, ou simplesmente Babá Ògúnjimi.
Em resumo, sua descendência religiosa se identifica nas
raízes que corresponde à genealogia Africana, nas terras de Abeokuta,
preservando os fundamentos e conhecimentos de seus ancestrais.
Por determinação de Ìfá, Ògúnjimi atravessou o Atlântico e
chegou ao Brasil. Trouxe com ele toda a cultura Yorùbá e radicou-se na cidade
de São Paulo.
Através de muito esforço foi criado o alicerce para o
surgimento e construção do Ile Ìfá.
Fundou, também aqui em São Paulo, o Igbó Ìfá, juntamente com
todas as divindades e a colaboração de seu Babáláwò Arabá Salau Adisá
Arogundade.
Nasceu em Abeokutá, na Nigéria. Formou-se em Bioquímica na Universidade de Lagos. É naturalizado brasileiro e
vive em nosso país há mais de duas décadas.
Desenvolve atividades empresariais, é colecionador de arte
africana, empresário e incentivador do intercâmbio cultural entre brasileiros a
africanos.
Em 1999 fundou o Centro Cultural Africano – CCA, entidade organizadora do Prêmio África Brasil, que reconhece e premia
pessoas que contribuíram para o fortalecimento da cultura africana no Brasil e
das relações culturais entre o Brasil e o continente africano.
domingo, 30 de junho de 2013
UMBANDA E SUA HISTÓRIA - Parte 1
Por Diamantino Fernandes Trindade
A Umbanda tem história registrada. Podemos dizer sem medo de errar.
Até pouco tempo atrás eu era o historiador solitário desta religião que abarca milhões de brasileiros.
Felizmente outros companheiros tem se dedicado à pesquisa histórica e contribuindo para o resgate da memória da nossa religião.
Em 1986, depois de algumas visitas à Tenda Nossa Senhora da Piedade e à Cabana de Pai Antonio, além de hospedar por três dias Dona Zélia de Moraes em minha residência, publiquei a obra Iniciação à Umbanda, pela Ícone Editora, onde iniciei o resgate da história da Umbanda. Mas, e antes disso? Duas pessoas pavimentaram o caminho para que hoje tenhamos uma história: Leal de Souza e Lilia Ribeiro que são lembrados em nossas obras.
A pesquisa é algo constante em nossa vida e, em 1991, lancei a obra Umbanda e sua história, também pela Ícone Editora.
Ao longo de 17 anos coletei muitos documentos e pude ampliar este livro que foi publicado, em 2008, pela Ícone Editora, com o título Umbanda Brasileira: um século de história. Outras obras se seguiram: Antonio Eliezer Leal de Souza: o primeiro escritor da Umbanda; A construção histórica da literatura umbandista, ambas publicadas pela Editora do Conhecimento e Memórias da Umbanda do Brasil (em parceria com Ronaldo Linares), pela Ícone Editora.
Em breve a Editora do Conhecimento publicará o meu livro mais recente: História da Umbanda do Brasil, obra com mais de 500 páginas, com farta documentação e imagens.
Mas quem são os outros pesquisadores que também estão na labuta?
1. Pai Juruá tem as pesquisas mais recentes em edição e serão publicadas no site: www.umbanda.com.br
2. Alexande Cumino publicou pela Madras Editora a obra História da Umbanda: uma religião brasileira.
3. Coronel Carlos Soares Vieira tem se dedicado à pesquisa histórica sobre as sete tendas mestras derivadas da Tenda Nossa Senhora da Piedade. A sua pesquisa será publicada no meu livro História da Umbanda do Brasil.
Pretendemos neste espaço do blog continuar divulgando todas as pesquisas sobre a nossa história.
A seguir compartilhamos a imagem do Capitão Pessoa, fundador e dirigente espiritual da Tenda Espirita São Jerônimo, do acervo do Coronel Carlos Soares Vieira. Esta imagem também estará no livro História da Umbanda do Brasil.
Aguardem!
terça-feira, 14 de maio de 2013
COMISSÃO DA VERDADE
Nesta terça-feira, 14/05/2013 realizou-se, na Câmara Municipal de São Paulo, a Reunião Ordinária da Comissão da Verdade. Diamantino Fernandes Trindade fez o seu depoimento representando a Federação Umbandista do Grande ABC. Em breve publicaremos fotos e texto sobre o evento.
No site da Câmara Municipal de São Paulo encontramos uma nota sobre o evento:
Militares
ligados à Umbanda pouparam terreiros durante a ditadura
A perseguição a praticantes de umbanda e candomblé durante o regime militar foi o assunto da reunião da Comissão Municipal da Verdade nesta terça-feira, quando representantes das religiões vieram à Câmara Municipal. Segundo o umbandista Basilio Filho, não havia perseguição religiosa, porém diversas vezes centros eram invadidos e festejos, interrompidos. “Tanto no Rio Grande do Sul quanto em São Paulo era comum que delegados de polícia entrassem nos terreiros”, lembrou.De acordo com Ortiz, nessa época surgiu entre os policiais civis o código “fura-bumbo”, termo que delegados utilizam para falar de subalternos que entravam em terreiros de umbanda e quebravam os instrumentos musicais. Para ele, os incidentes eram mais ligados ao preconceito racial, que persiste até hoje.Já Diamantino Fernandes, autor do livro Memórias da Umbanda do Brasil, a maior repressão aos umbandistas ocorreu durante a Era Vargas. Uma maneira de driblar o controle do Estado, de acordo com ele, era registrar os centros como tendas espíritas. Já no regime militar, a perseguição abrandou: “Muitos militares estavam de alguma forma ligados à umbanda”, contou, lembrando até de tenentes que tinham pais de santo entre seus assessores.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
RARA IMAGEM DE ZÉLIO DE MORAES
Rara imagem de Zélio Fernandino de Moraes e sua esposa, Dona Isabel de Moraes, em 1968,
Esta imagem, gentilmente cedida pelo nosso irmão Flávio Haffner, faz parte do acervo pessoal de Diamantino Fernandes Trindade e será publicada no livro "História da Umbanda do Brasil", Editora do Conhecimento.
O CORONEL CARLOS SOARES VIEIRA E A HISTÓRIA DAS SETE TENDAS MESTRAS
O Coronel Carlos Soares Vieira, nosso querido irmão do Rio de Janeiro, não tem medido esforços para resgatar a memória das sete tendas mestras fundadas por Zélio de Moraes e o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Muitas lacunas históricas vem sendo preenchidas pela abnegada pesquisa "in loco" sobre essas tendas.
O Coronel nos forneceu um livreto com essa pesquisa e diversas fotos sobre seus fundadores como João Severino Ramos, Capitão Pessoa, Paulo Lavois e outros.
Esse material será publicado no meu próximo livro "História da Umbanda do Brasil" pela Editora do Conhecimento.
Nossos profundos agradecimentos ao Coronel Soares pela dedicação e desprendimento à causa da História da Umbanda.
UMBANDA DE TODOS NÓS - NOTA PROMISSÓRIA
Documento relativo à primeira edição de Umbanda de Todos Nós paga pelo próprio autor: W. W. da Matta e Silva.
Publicado no livro "Umbanda e sua História", de Diamantino Fernandes Trindade, em 1991, Ícone Editora.. Este livro está esgotado e foi substituído por "Umbanda Brasileira: um século de história".
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