terça-feira, 14 de maio de 2013

COMISSÃO DA VERDADE

Nesta terça-feira, 14/05/2013 realizou-se, na Câmara Municipal de São Paulo, a Reunião Ordinária da Comissão da Verdade. Diamantino Fernandes Trindade fez o seu depoimento representando a Federação Umbandista do Grande ABC. Em breve publicaremos fotos e texto sobre o evento. 




No site da Câmara Municipal de São Paulo encontramos uma nota sobre o evento:


Militares ligados à Umbanda pouparam terreiros durante a ditadura

A perseguição a praticantes de umbanda e candomblé durante o regime militar foi o assunto da reunião da Comissão Municipal da Verdade nesta terça-feira, quando representantes das religiões vieram à Câmara Municipal.  Segundo o umbandista Basilio Filho, não havia perseguição religiosa, porém diversas vezes centros eram invadidos e festejos, interrompidos. “Tanto no Rio Grande do Sul quanto em São Paulo era comum que delegados de polícia entrassem nos terreiros”, lembrou.De acordo com Ortiz, nessa época surgiu entre os policiais civis o código “fura-bumbo”, termo que delegados utilizam para falar de subalternos que entravam em terreiros de umbanda e quebravam os instrumentos musicais. Para ele, os incidentes eram mais ligados ao preconceito racial, que persiste até hoje.Já Diamantino Fernandes, autor do livro Memórias da Umbanda do Brasil, a maior repressão aos umbandistas ocorreu durante a Era Vargas. Uma maneira de driblar o controle do Estado, de acordo com ele, era registrar os centros como tendas espíritas. Já no regime militar, a perseguição abrandou: “Muitos militares estavam de alguma forma ligados à umbanda”, contou, lembrando até de tenentes que tinham pais de santo entre seus assessores.

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