domingo, 30 de dezembro de 2012

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

RITO DAS MÃES CRIADORAS

Preceito para as mães criadoras
Mãe Kuan Yin
Mãe Yemanjá
Mãe Oyá
Mãe Nanã
Mãe Oxum

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

NO MUNDO DOS ESPIRITOS

A Editora do Conhecimento lançou em 28/11/2012, a importante obra no Mundo dos Espíritos de Leal de Souza,com apresentação de Diamantino Fernandes Trindade, o historiador da Umbanda que resgatou a obra e a vida de Leal de Souza.

Esta é uma obra histórica e preciosa: o primeiro livro que documenta as sessões mediúnicas dos centros espíritas que se disseminavam, ao início do século XX, no Rio de Janeiro, com pequena extensão em Niterói.
Foi a primeira vez que alguém registrou, de forma isenta e abrangente,a  realidade do espiritismo que se firmava no Brasil.
Extraordinário depoimento para se compreender a evolução da prática mediúnica espirita no Brasil.








terça-feira, 27 de novembro de 2012

PRECEITO PARA OS GUARDIÕES

Preceito de Exu na Cabana de Pai Benguela 




TERREIRO BATE FOLHA

O Terreiro Bate Folha, Mansu Banduquenqué, ou Sociedade Beneficiente Santa Bárbara do Bate Folha. é um dos mais conceituados terreiros de Candomblé de Salvador, na Bahia. Foi fundado em 1916 pelo Tata Manoel Bernardino da Paixão e é atualmente presidido por Tata Mulandure, Eduardo Cipriano de Souza. O terreiro possui a maior área urbana remanescente da Mata Atlântica, aproximadamente 15,5 hectares. Foi tombado pelo IPHAN em 10 de outubro de 2003.


A seguir uma foto com os primeiros filhos do terreiro.



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GIRA DE IBEJI

Comunicamos aos nossos queridos irmãos que a gira de caridade (Crianças) desta semana foi transferida de quinta-feira para sexta-feira (dia 30/11).
Pai Diamantino

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

GIRA

Comunicamos que hoje, 15 de novembro, feriado nacional, não haverá gira de caridade na Cabana de Pai Benguela.

sábado, 10 de novembro de 2012

OBRIGAÇÃO À OXALÁ

A Cabana de Pai Benguela parabeniza os alunos do Barco 28 da FUGABC pelo batismo na data de hoje.
Que todos possam compreender a importância de se libertarem das amarras inúteis do egoismo, da vaidade e do orgulho.
O melhor médium não é aquele que usa o maior número de guias e nem aquele que incorpora o maior número de entidades.
O bom médium é aquele que consegue vislumbrar que a única coisa que importa é a caridade.
Deixo um exemplo logo abaixo de como a vaidade pode corroer.
Que Oxalá os abençoe  na nova caminhada espiritual.


Pai Diamantino de Oyá

Hanamatan

Ifasoya

Matambi

Chevillon


Não importa o meu nome.
EU SOU O QUE SOU!


terça-feira, 6 de novembro de 2012

GABRIEL MALAGRIDA

 



Imagem do Frei Gabriel Malagrida no Colégio Anchieta de Friburgo.

domingo, 28 de outubro de 2012

O ESPIRITISMO, A MAGIA E AS SETE LINHAS DE UMBANDA


Em sua edição matutina de 8 de novembro de 1932, o jornal Diário de Notícias, da então Capital Federal anunciava:
 

A larga difusão do espiritismo no Brasil é um dos fenômenos mais interessantes do reflorescimento da fé. O homem sente, cada vez mais, a necessidade do amparo divino, e vai para onde o arrastam os seus impulsos, conforme a sua cultura e a sua educação, ou para onde o conduzem as sugestões do seu meio. É o que se observa em nosso país, nos Estados Unidos e na Europa, atacada, nestes tempos, de uma curiosidade delirante pela magia. Mas, em nenhuma região o espiritismo alcança a ascendência que o caracteriza em nossa capital. É preciso, pois, encará-lo com a seriedade que a difusão exige. No intuito de esclarecer o povo e as próprias autoridades sobre culto e práticas amplamente realizados nesta cidade, o “Diário de Notícias” convidou um especialista nesses estudos, o Senhor Leal de Souza, para explaná-lo, no sentido explicativo, em suas colunas. Esses mistérios, se assim podemos chamá-los, só podem ser aprofundados por quem os conhece, e só os espíritas os conhecem. Convidamos o Senhor Leal de Souza por ser ele um espírito tão sereno e imparcial que, exercendo até setembro do ano próximo findo o cargo de redator-chefe de “A Noite”, nunca se valeu daquele vespertino para propagar a sua doutrina e sempre apoiou com entusiasmo as iniciativas católicas. O Senhor Leal de Souza já era conhecido pelos seus livros, quando realizou o seu famoso inquérito sobre o espiritismo: “No Mundo dos Espíritos”, alcançando grande êxito pela imparcialidade e indiscrição com que descrevia as cerimônias e fenômenos então quase desconhecidos de quem não frequentava os centros.
Depois de convertido ao espiritismo, o Senhor Leal de Souza fez durante seis anos, com auxílio de cinco médicos, experiências de caráter científico sobre essas práticas, e principalmente sobre os trabalhos dos chamados caboclos e pretos. O Senhor Leal de Souza, nos seus artigos sobre “O Espiritismo e as Sete Linhas de Umbanda”, não vai fazer propaganda, porém, elucidação, mostrando-nos, as diferenciações do Espiritismo no Rio de janeiro, as causas e os efeitos que atribui às suas práticas, dizendo-nos o que é e como se pratica a feitiçaria, tratando não só dos aspectos científicos como ainda da Linha de Santo, dos Pais de mesa, do uso do defumador, da água, da cachaça, dos pontos, em suma, da magia negra e branca. Esperamos que as autoridades incumbidas da fiscalização do espiritismo e muitas vezes desaparelhadas para diferenciar o joio do trigo, e o povo, sempre ávido de sensações e conhecimentos, compreendam, em sua elevação, os intuitos do Diário de Noticias.Na próxima quinta-feira, iniciaremos a publicação dos artigos do Senhor Leal de Souza, sobre “O Espiritismo, a Magia, e as Sete Linhas de Umbanda”. É a primeira série desses artigos, escritos diariamente ao correr da pena, que constitui este livro.


Primeira página da edição de 8 de novembro
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Detalhe da primeira página da edição de 8 de novembro de 1932
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Primeira página do Diário de Notícias de 10 de novembro de 1932

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Detalhe da primeira página
                            

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Esta série de artigos deu origem ao livro O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda, publicado em 1932. Em 2009, a Editora do Conhecimento reeditou a obra, com apresentação de Diamantino Fernandes Trindade. 



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

JOVEM OGAN


 Imagem publicada no número 325 da Revista Fatos & Fotos, na reportagem Quem entra na Linha de Umbanda, de 27 de abril de 1967



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domingo, 21 de outubro de 2012

NO MUNDO DOS ESPÍRITOS

Em novembro deste ano a Editora do Conhecimento fará o lançamento da nova edição da importante obra de Leal de Souza: No Mundo dos Espíritos. Este foi o primeiro livro que fazia menções à Umbanda. Cada capítulo foi publicado, durante o ano de 1924, no jornal A Noite, do Rio de Janeiro.
A primeira e única edição foi publicada em 1925. A nova edição terá a apresentação de Diamantino Fernandes Trindade e Ronaldo Antonio Linares.

Apresentamos a seguir uma imagem histórica: a capa do referido jornal, de 7 de janeiro de 1924, onde a aparecia a primeira matéria.   


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sábado, 15 de setembro de 2012

BARCO 28 DA FUGABC

Pai Diamantino e a Cabana de Pai Benguela dão as boas vindas aos alunos do Barco 28 do curso de Formação de Sacerdotes da Federação Umbandista do Grande ABC.


Em função da grande procura, este Barco funciona com duas turmas.
A primeira, embarcada em 18 de agosto, tem aulas aos sábados à tarde.
A segunda turma, embarcada em 15 de setembro, tem aulas aos sábados pela manhã. 


Desejamos muito sucesso nessa nova caminhada espiritual de todos vocês. 


Podem contar comigo para esclarecer todas as dúvidas. Para isso deixo os meus e-mails:


hanamatan@yahoo.com.br
diafetri@hotmail.com


Pai Diamantino de Oyá

Hanamatan


CABANA DE PAI BENGUELA

A Cabana de Pai Benguela foi fundada em outubro de 1993 e desde então vem cumprindo os seus objetivos de praticar a caridade, livre das amarras da vaidade, do egoismo e do orgulho.
A Cabana é dirigida por dois sacerdotes e duas sacerdotisas formados pela FUGABC:


Diamantino Fernandes Trindade - Pai Espiritual
Tarsila Costa de Oliveira - Mãe Espiritual
Rogério Aranha - Pai Pequeno
Viviane Andreatta - Mãe Pequena


As giras de caridade ocorrem todas as quintas feiras às 20 horas:


Primeira quinta do mês: Pretos Velhos
Segunda quinta do mês: Caboclos
Terceira quinta do mês: Baianos
Quarta quinta do mês: Exus e Pombagiras
Quando o mês tem cinco quintas feiras, a última é destinada à gira das Crianças.


A Cabana funciona na Rua Almirante Lobo, 981 - Ipiranga - São Paulo


FEITIÇOS, MACUMBINHAS E MIRONGAS

No dia 25 de agosto tivemos na Cabana de Pai Benguela, o IV Workshop "Feitiços, Macumbinhas e Mirongas". O próximo workshop ocorrerá em fevereiro de 2013.  

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A CABULA


O culto da Cabula é um exemplo que aponta para a fusão das práticas dos bantos com o Espiritismo. Cabula é um termo deturpado originário de Cabala. Este culto, já extinto, generalizou-se após a Lei Áurea e é o precursor das primitivas macumbas. Em diversos locais recebeu a influência do Catolicismo formando uma amalgamação sincrética onde se ouviam muitos termos utilizados nos terreiros de Umbanda.
Conforme Nina Rodrigues [1], o Espírito que comanda os trabalhos é chamado de Tatá. Seus adeptos, chamados de Camanás, devem guardar sigilo absoluto sobre os rituais sob pena de morte por envenenamento.
Tal qual no Catimbó, as sessões são denominadas mesas e o chefe de cada mesa é chamado de Embanda, sendo auxiliado pelo Cambone. A reunião dos camanás (cabulistas) forma uma Engira. Todos devem obedecer cegamente o Embanda  sob pena de castigos severos. Usam calças e camisas brancas e lenços amarrados à cabeça.
O templo é denominado de Camucite, o local é secreto, sempre embaixo de uma árvore frondosa no meio da mata, em torno da qual é limpa uma extensão circular de aproximadamente 50 metros. Feita uma fogueira, a mesa é colocada do lado leste, rodeando pequenas imagens com velas acesas, simetricamente dispostas.
As velas são denominadas estereiras [2] e são acesas iniciando-se pelo leste, em honra do mar (calunga grande), depois para o oeste, norte e sul.
Logo após a abertura do ritual, o Embanda, ao som dos nimbus (pontos cantados) e palmas compassadas, se contorce, revira os olhos, bate no peito com as mãos fechadas até soltar um grito estridente.[3] Vejamos um desses nimbus:

Dai-me licença, carunga
Dai-me licença, tatá
Dai-me licença, bacúla
Que embanda qué quendá

O cambone traz então um copo com vinho e uma raiz. O Embanda mastiga a raiz e bebe o vinho. Serve o fumo do incenso, queimado neste momento em um vaso e entoa o segundo nimbu:

Báculo no ar
Me queira na mesa
Me tombe a girar


O Embanda, ora dançando ao bater compassado das palmas, ora em êxtase, recebe do cambone o candaru (brasa em que foi queimado o incenso), trinca nos dentes e começa a emitir chispas pela boca, entoando então o nimbu:

Me chame três candaru
Me chame três tatá
Sou Embanda novo (ou velho)
Hoje venho curimá

Os pleiteantes (caialos) a camanás (iniciados) são levados pelos seus padrinhos até o Embanda e tão logo adentram o círculo, passam três vezes por baixo das pernas do Embanda. Este aspecto do ritual é denominado tríplice viagem, que simboliza a fé, a humildade e a obediência a seu novo pai. O Embanda recebe a emba (pemba pilada) e com ela fricciona os pulsos, a testa e o occipital do caialo, que depois mastiga a raiz e bebe o vinho oferecido pelo Embanda.
Após esse ritual o Embanda toma uma vela acesa, benze-se e começa a passá-la por entre as pernas, por baixo dos braços e pelas costas do camaná. Se porventura a vela se apagar diante de um dos camanás, esse deverá ser castigado com várias pancadas na mão com o kibandan (palmatória), até que a vela não mais se apague. Esses castigos são freqüentes e o Embanda manda aplicá-los sempre que julga conveniente, para o aperfeiçoamento dos camanás.
Então, avaliada a fé de todos os camanás, prossegue-se com a tomada do santé, que é a parte principal das reuniões. Entoam um nimbu apropriado e o Embanda dança, com grandes gestos e trejeitos para que o Espírito se apodere de todos. De tempos em tempos todos lançam ao ar a emba, para que se afastem os “maus espíritos” e fiquem cegos aos profanos, não devassando assim os seus segredos. [4]
O Espíritos que baixam nos adeptos identificam-se como Tatá Guerreiro, Tatá Flor de Carunga, Tatá Rompe-Serra, Tatá Rompe-Ponte etc. Este culto praticamente não existe na atualidade e foi absorvido pelo Catimbó e pelas macumbas.


[1] Os africanos no Brasil.
[2] Durante muito tempo, as velas eram confeccionadas de estearina. Hoje são confeccionadas com parafina.
[3] Fato comum nos terreiros de Umbanda quando da incorporação dos Caboclos.
[4] A Cabula recebeu várias influências dos ritos maçônicos, o que justifica os procedimentos descritos.

Cabulista em oração

CURSO SOBRE MEDIUNIDADE


No dia 14 de setembro teve incio o curso MEDIUNIDADE NO TERREIRO DE UMBANDA: TEORIA E DESENVOLVIMENTO.

São dez aulas no primeiro módulo.
Valor: 120,00 reais (3 parcelas de 40,00)
Para se inscrever ligue para Tarsila: 984325235 ou envie e-mail para tarsila_oliveira@yahoo.com.br

O meu sincero saravá profundo na mente e no coração.

Pai Diamantino de Oyá
Hanamatan

domingo, 9 de setembro de 2012

O PRIMEIRO ESCRITOR DA UMBANDA

ANTONIO ELIEZER LEAL DE SOUZA, O PRIMEIRO ESCRITOR DA UMBANDA.

Publicou, em 1925, a obra " No Mundo dos Espíritos".


Diamantino Fernandes Trindade
O historiador da Umbanda

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

JOSÉ MANOEL ALVES

José Manoel Alves, autor do Hino da Umbanda, em foto registrada no Primado de Umbanda em São Paulo.


Imagem gentilmente cedida por Pai Juruá

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Solicitamos às pessoas que utilizam as imagens publicadas em nosso blog que se pautem nos princípios básicos da ética e da moral, citando a fonte da imagem.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

JOÃOZINHO DA GOMÉIA

Joãzinho da Goméia, Pai Espiritual de Pai Ronaldo Linares


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terça-feira, 7 de agosto de 2012

DESMISTIFICANDO EXU

Prezados leitores!
Não acreditem em tudo que vocês leem e ouvem.
Quero esclarecer que quem começou a desmistificar Exu como espirito demoníaco, capeta e outros adjetivos não condizentes com a sua verdadeira condição astral, foi W. W. da Matta e Silva em 1956.


sábado, 30 de junho de 2012

FREI GABRIEL MALAGRIDA

Frei Gabriel Malgrida foi a encarnação anterior do Caboclo das Sete Encruzilhadas.
Indisposto com o Marquês de Pombal, foi condenado a pena de garrote e fogueira pelo Tribunal do Santo Oficio, em 1761.
Maiores detalhes históricos sobre o tema podem ser encontrados no livro "Umbanda Brasileira: um século de história", de Diamantino Fernandes Trindade, publicado pela Icone Editora em 2008.

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ACORDÃO DOS INQUISIDORES

Primeira página do acordão dos inquisidores no processo contra Gabriel Malagrida. 

EXECUÇÃO DE FREI GABRIEL MALAGRIDA

Frei Gabriel Malagrida foi executado, em um auto de fé, no Rossio, em Lisboa, em 21 de setembro de 1761. 

Obra de artista desconhecido.

domingo, 24 de junho de 2012

CONVERSA COM PAI BENEDITO

Mãe Dirce e Pai Diamantino conversando com Pai Benedito incorporado em Pai Ronaldo Linares.


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CONGÁ DA CASA DE PAI BENEDITO

Congá da Casa de Pai Benedito de Aruanda (Templo da Federação Umbandista do Grande ABC) no dia da entrega dos barajás aos formandos do curso de formação de sacerdotes - Turma 27 - Barco Pai Diamantino

23 de junho de 2012

BARAJÁS

Barajás iluminados antes da entrega aos novos sacerdotes.

PAI BENEDITO


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Pai Benedito de Aruanda incorporado em Pai Ronaldo Linares durante a entrega de barajás.  

segunda-feira, 18 de junho de 2012

JUREMA-PRETA



Jurema-preta (Mimosa hostilis Benth.) é uma árvore pertencente à família Fabaceae, da ordem das Fabales típica da caatinga, ocorrendo praticamente em quase todo nordeste brasileiro.

CAMINHADA DOS TERREIROS


Anualmente os terreiros dos diversos cultos afro-brasileiros reunem-se em Recife para a Caminhada dos Terreiros de Pernambuco.
Apresentamos uma imagem da Caminhada de 2009, publicada no Jornal Folha de Pernambuco, onde aparecem os juremeiros Alexandre L'Omi L'Odò e Edson Torres.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O CLARIM DA ARUANDA

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O Clarim da Aruanda foi um periódico publicado pelo Templo da Confraria da Estrela Dourada - Caboclo Sete Lanças, dirigido por Diamantino Fernandes Trindade (Mestre Hanamatan)

domingo, 3 de junho de 2012

FEITIÇOS, MACUMBINHAS E MIRONGAS

A Ícone Editora lançou a segunda edição da obra "Feitiços, Macumbinhas e Mirongas de Assipu Shaphyra (Diamantino Fernandes Trindade)   

sábado, 19 de maio de 2012

LEAL DE SOUZA - NOTA DE FALECIMENTO

O primeiro escritor da Umbanda, Leal de Souza, desencarnou em 1 de novembro de 1948. Na página 11 do Jornal do Brasil do dia 2 de novembro de 1948, foram publicados três anúncios sobre o fato: 



Dr. Leal de Souza 


A Tenda de Nossa Senhora da Conceição sente-se pesarosamente no dever de comunicar o passamento de seu presidente DR. ANTONIO ELIEZER LEAL DE SOUZA, e convida todas as suas co-irmãs, seus companheiros e amigos para os seus funerais, à Rua Santa Alexandrina n. 255, às 14 horas.
   


Tabelião Leal de Souza(FALECIMENTO) 


Elza Ribeiro de Veiga, Ernani Ribeiro Meyer e família. José Ribeiro Meyer e senhora. Luiz Carlos Ponce de Leon e família. Carlos Alberto Motta e Senhora, cunhado, sobrinhos e afilhados participam aos parentes e amigos o falecimento de ANTONIO ELIEZER LEAL DE SOUZA, ocorrido ontem em sua residência, à Rua Santa Alexandrina n. 255, de onde sairá o féretro às 16 horas de hoje, para o Cemitério de São João Batista.  


 Tabelião Leal de Souza(FALECIMENTO) 


Gabriella Ribeiro Leal de Souza, Luiz Alberto Leal de Souza, Victor José Leal de Souza, Lauro Walter Leal de Souza, Regina Maria Vairão Leal de Souza, Sonia Gaertner Leal de Souza e Ana Maria Vairão Leal de Souza, esposa, filhos, noras e neta comunicam aos seus parentes e amigos o falecimento de ANTONIO ELIEZER LEAL DE SOUZA, ocorrido ontem em sua residência, à Rua Santa Alexandrina n. 255, de onde sairá o féretro às 16 horas de hoje, para o Cemitério de São João Batista. 



Maiores detalhes sobre a vida e a obra do autor podem ser encontradas no livro "Antonio Eliezer Leal de Souza: o primeiro escritor da Umbanda", de autoria de Diamantino Fernandes Trindade, publicado pela Editora do Conhecimento.   

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O VERDADEIRO LOCAL DA PRIMEIRA MANIFESTAÇÃO DO CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS

Prezados leitores!
Publico esta importante matéria postada pelo nosso querido irmão Renato Guimarães no blog Registros de Umbanda (registrosdeumbanda.wordpress.com)


"Embora não seja um consenso entre os umbandistas, a maioria considera o dia 15 de novembro de 1908, data da primeira manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas no médium Zélio Fernandino de Moraes, como sendo a data de fundação da Umbanda.

Embora a menção histórica mais antiga desse fato seja de 1948 (uma foto tirada nesse ano no Centro Espírita Caminheiros da Verdade, na sessão comemorativa dos 40 anos da Umbanda, disponível na página 30 da revista Nossa História de outubro de 2006), os relatos mais popularizados sobre a primeira manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas foram compilados no início da década de 1970, de forma independente, pelos jornalistas Ronaldo Linares e Lília Ribeiro.

Em ambas as histórias, obtidas através de entrevistas com o próprio médium Zélio de Moraes, podemos ler que a primeira manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, naquele médium, teria ocorrido em uma sessão realizada na federação espírita de niterói, cujo nome verdadeiro era Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, no dia 15 de novembro de 1908.

Buscando encontrar registros históricos que comprovassem a veracidade do fato relatado por Zélio de Moraes, o médium Márcio Petersen Bamberg, também conhecido como mestre Thashamara, entrou em contato com o Instituto Espírita Bezerra de Menezes, nome atual da antiga Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, e foi informado que no Livro de Atas nº 1, da federação, não constava nenhuma sessão realizada naquele dia.

Um renomado pesquisador da história umbandista, o médium José Henrique Motta de Oliveira, também conhecido como mestre Arashakamá, chegou a lamentar na página 94 da sua obra “Das Macumbas à Umbanda”, que se o fato realmente tivesse ocorrido, poderia não ter sido na federação de niterói, mas em algum centro espírita filiado a ela, cujo nome teria se perdido ao longo da tradição oral.

Embora ainda não tenha como comprovar com registros históricos, o nome do centro espírita onde teria ocorrido a primeira manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas não se perdeu: o nome dele é Grupo Espírita Santo Agostinho.

E como cheguei a esse nome? Tentarei resumir a história para vocês.

A primeira ideia veio do próprio médium Márcio Bamberg: naquele mesmo contato com o Instituto Espírita Bezerra de Menezes, ele foi informado que a federação espírita de niterói não possuía sede própria em 15 de novembro de 1908, ocupando uma sala na Rua da Conceição nº 33, no centro de Niterói, então capital do Estado do Rio de Janeiro.

Nas diversas vezes em que eu li essa informação, nunca me chamou a atenção o fato da federação não possuir sede própria. O estalo para isso veio quando eu li o livro “No Mundo dos Espíritos”, de Antônio Eliezer Leal de Souza. Lá, em sua página 368, Leal de Souza nos diz que a Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro era filha do Grupo São João Baptista e  abrigava nas salas de sua sede, além deste grupo, mais dois centros espíritas, isso em 1924. Quando eu li essa informação, pensei na hora: se a federação abrigava centros espíritas em suas dependências em 1924, será que a sala que ela ocupava em 1908 não era uma sala da sede do Grupo São João Baptista, centro que lhe havia dado origem?

Com essa ideia na cabeça, entrei em contato com o próprio Instituto Espírita Bezerra de Menezes, buscando comprovar a veracidade dessa informação do Leal de Souza. Para minha surpresa, descobri que a sala que a federação usava como sede em 1908 não pertencia ao Grupo São João Baptista e, sim, ao Grupo Espírita Santo Agostinho. Nesse mesmo contato, fui informado que ambos, Grupo São João Baptista e Grupo Espírita Santo Agostinho, eram dois dos centros fundadores da Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, em 30 de junho de 1907, e que dessa data até algum momento da década de 1910, a federação funcionara na sede do Grupo Espírita Santo Agostinho, na Rua da Conceição nº 33, no centro de Niterói, então capital do Estado do Rio de Janeiro.

Assim sendo, quando Zélio foi à Federação Espírita de Niterói, em 15 de novembro de 1908, ele na verdade foi à sede do Grupo Espírita Santo Agostinho, local onde funcionava a federação.

Talvez nunca saibamos qual era a instituição que realizava a sessão naquele dia, mas muito provavelmente não era a federação e sim o Grupo Espírita Santo Agostinho. Por que suponho isso? A dica foi deixada pelo próprio Caboclo das Sete Encuzilhadas (o negrito é meu):

“(…) que na Federação Kardecista do Estado do Rio, presidida por José de Souza, conhecido por Zeca e rodeado de gente velha, homens de cabelos grisalhos, um enviado de Santo Agostinho chamou meu aparelho, me chamou,  para sentar à sua cabeceira. (…)”

(FONTE: Transcriação do áudio da fita 52, gravada pela jornalista Lilia Ribeiro, em novembro de 1971).

Segundo a tradição oral registrada independentemente pelos jornalistas Lilia Ribeiro e Ronaldo Linares, quem convidou o médium Zélio de Moraes a se sentar à mesa foi o senhor José de Souza. Daquele contato do médium Márcio Bamberg com o Instituto Espírita Bezerra de Menezes, que citei bem mais acima, sabemos que o senhor José de Souza não fazia parte dos quadros da federação em 1908. E como o próprio Caboclo das Sete Encuzilhadas nos diz na transcrição aqui acima, o senhor José de Souza era um enviado, um representante de Santo Agostinho. No momento só podemos especular, mas me parece que o Santo Agostinho ao qual o Caboclo se referia não era o santo propriamente dito, mas sim o nome do Grupo Espírita representado pelo senhor José de Souza.

Um grande abraço a todos,

Renato Guimarães."


Faço aqui uma importante ressalva: o ponto riscado do Caboclo das Sete Encruzilhadas (um coração atravessado por uma flecha) é um símbolo agostiniano (Diamantino Fernandes Trindade)





sexta-feira, 20 de abril de 2012

MACUMBA CARIOCA

Imagens de um terreiro da macumba carioca na década de 1950




Acervo pessoal de Pai Juruá

domingo, 4 de março de 2012

PAI BENEDITO DE ARUANDA


Pai Benedito de Aruanda, incorporado em Pai Ronaldo Linares, conversando com Mãe Norma Linares durante obrigação à Yemanjá (1978).

Acervo pessoal de Diamantino Fernandes Trindade

UMBANDA DE TODOS NÓS


Capa da segunda edição do livro Umbanda de Todos Nós de W. W. da Matta e Silva (1960).

ZÉLIO DE MORAES INCORPORADO COM PAI ANTONIO


Pai Zélio incorporado com Pai Antonio na Cabana de Pai Antonio (1973).

Acervo pessoal de Diamantino Fernandes Trindade

MÃE MENININHA DO GANTOIS


F.U.G.A.B.C. NA CABANA DE PAI ANTONIO


Pai Ronaldo Linares com um grupo de médiuns da Federação Umbandista do Grande ABC na Cabana de Pai Antonio (1973).

Acervo pessoal de Diamantino Fernandes Trindade

JOÃOZINHO DA GOMÉIA


Pai Joãozinho da Goméia manifestado com Iansã.

TRABALHO COM CABOCLO NA TENDA NOSSA SENHORA DA PIEDADE


Consulente recebendo passe de um Caboclo na Tenda Nossa Senhora da Piedade (1990).

Acervo pessoal de Diamantino Fernandes Trindade

CONSULTA COM PRETOS VELHOS NA TENDA NOSSA SENHORA DA PIEDADE


Atendimento com Pretos Velhos na Tenda Nossa Senhora da Piedade (1990).

Acervo pessoal de Diamantino Fernandes Trindade

CABOCLO SETE FLECHAS


Caboclo Sete Flechas incorporado em Mãe Zélia de Moraes (1990) na Tenda Nossa Senhora da Piedade.

Acervo pessoal de Diamantino Fernandes Trindade

PROCISSÃO


Procissão em homenagem a Yemanjá.
Praia Grande - SP, 1972

Acervo pessoal de Diamantino Fernandes Trindade

EXU JOÃO CAVEIRA


Fonte: http://pt.wikipedia.org

DESOBSESSÃO


Trabalho de desobsessão na mesa da Tenda Nossa Senhora da Piedade em 1973.

Foto publicada no livro "Você sabe o que é macumba? Você sabe o que é Exu?" de autoria de Diamantino Fernandes Trindade, que será lançado no primeiro semestre de 2013 pela Ícone Editora.

Acervo pessoal de Diamantino Fernandes Trindade

FORMAÇÃO DE SACERDOTES


Festividade de formação de sacerdotes de Umbanda da Federação Umbandista do Grande ABC, no Ginásio Paulo Machado de Carvalho, em 1977.
Os presentes cantam o Hino da Umbanda.
Destaque na primeira fila para Dona Isabel de Moraes (esposa de Zélio de Moraes), Dona Zilméia de Moraes (filha de Zélio de Moraes). Sr. Julio (esposo de Dona Zélia), Dona Zilméia de Moraes (filha de Zélio de Moraes) e Sr. Cunha (esposo de Dona Zilméia).

Acervo pessoal de Diamantino Fernandes Trindade

TRABALHO DE QUIMBANDA


Terreiro de Quimbanda realizando trabalho de magia, para desfazer feitiços, em uma encruzilhada de ruas no Rio de Janeiro (década de 1970)

Acervo pessoal de Pai Juruá

PSICOTELEMETRO


Aparelho desenvolvido para comunicação com os espíritos (década de 1920)
Rio de Janeiro
Fonte: O Mundo dos Espíritos (Leal de Souza)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A INICIAÇÃO NA PALAVRA DE EXU

Iniciar-se é envergar a túnica da humildade

Iniciar-se é servir primeiro antes de ser servido

Ser iniciado é calar para que os outros falem

Não querer ser mais do que ninguém, ser sempre abnegado

Ser sempre conciliador e de todas as formas buscar a reunião dos antagonismos

Buscar na união dos opostos, o elo perdido

Isso é que é ser iniciado.

O iniciado é o que tem consciência de saber onde põe a mão, por que põe a mão, com que finalidade vai colocar a outra mão, se precisar, e como tira as duas mãos.

O iniciado é aquele que entende que está se renovando, renovando o outro, está se aprimorando, aprimorando o outro.

Isso é ser inciado.

Que todos possam se iniciar na própria vida, aprendendo a serem médiuns, aprendendo a colher o fruto na hora certa.

Palavra do Guardião

MEMÓRIAS DA UMBANDA III


Congá da Tenda de Umbanda Guaracy, Rio de Janeiro, no final da década de 1950.

MEMÓRIAS DA UMBANDA II


Edison Cardoso de Oliveira (Mestre Aranyara) em consulta com Mãe Tiana incorporada em Mãe Zilméia de Moraes na Tenda Nossa Senhora da Piedade em 1990.

Acervo pessoal de Diamantino Fernandes Trindade