sábado, 10 de junho de 2017

ZÉ PELINTRA - O REI DE ALHANDRA


Duas reportagens da Revista O Cruzeiro (1975 e 1980) tratam da “Cidade Sagrada da Jurema”. Em Alhandra, pequeno município ao sul de João Pessoa, na Paraíba, está situado a “Cidade Sagrada da Jurema”. Foi nesse local que nasceu, em 1813, José de Aguiar, o Zé Pelintra, que, ao morrer com 114 anos de idade, se tornaria um dois conhecidos mestres de linha da Jurema. São centenas de metros quadrados a serem preservados pelas autoridades do Estado. A “Cidade Sagrada da Jurema” é constituída apenas de túmulos dos mestres juremeiros, envolvidos por centenas de pés de jurema. Cada mestre que morria tinha uma semente de jurema plantada em sua sepultura. Servia como identificação para os juremeiros. Os pés de jurema desenvolveram-se de tal forma na região, servindo de esconderijo para os mestres sepultados, que hoje o campo nem pode servir de pastagem para o gado.
Mas quem foi Zé Pelintra? Descendente dos Tabajaras, José Alves de Aguiar – seu verdadeiro nome – era filho da índia Tuiara e do escravo negro Ambrozio Aguiar. Nascido em Estiva, município de Alhandra em 1808, para uns e 1813 para outros, viveu sempre como agricultor trabalhando em propriedades particulares e nas horas de folga tinha como orientador espiritual o índio Inácio de Barros, que pregava a cultuação dos espíritos que se tornavam mestres, pela força de sua mediunidade. José de Aguiar, vulgo Zé Pelintra, foi o mestre que mais viajou pelo interior nordestino justificando a fama que adquiriu.
O leitor deve estar perguntando: E o Zé Pelintra da malandragem carioca que povoa o imaginário de milhões de umbandistas? Vamos primeiro entender o significado do vocábulo pelintra. Nos dicionários encontramos a seguinte definição: Indivíduo pobre, mas com pretensões de aparecer; figurar. No entanto, Dalmo Ferreira, autor do livro “Zé Pelintra – O Rei da Noite” apresenta algo mais abrangente. Segundo o autor “pilantra” é o malandro mais esperto e mais esperto que o “pilantra” é o “pelintra”.
O Zé Pelintra da malandragem carioca é José Gomes da Silva que nada tem a ver com o José Alves Aguiar, o mestre da jurema. José Gomes da Silva nasceu em Pernambuco e chegou ao Rio de Janeiro com 17 anos de idade, em 1917, proveniente do Recife e se tornou um dos mais famosos malandros da Lapa e do Estácio. O que o dois tem em comum é o nome José. Quem desejar conhecer mais sobre a vida do Zé Pelintra da malandragem carioca leia a obra de Dalmo Ferreira.
As imagens a seguir mostram o Babalorixá Carlos Leal (já desencarnado) em preparativos para ritual da Jurema. Em seguida o mesmo Babalorixá diante do tumulo de Zé Pelintra na “Cidade Sagrada da Jurema”. E ainda, o famoso Pai José Ribeiro incorporado com Zé Pelintra juremeiro e a imagem tradicional do Zé Pelintra da malandragem carioca.











segunda-feira, 5 de junho de 2017

LANÇAMENTOS


Em breve teremos as duas primeiras publicações da Casa de Cultura Umbanda do Brasil.
Retratos e Registros Históricos da Umbanda - Parceria com a Editora Bagaço (Recife)Manual de Umbanda para iniciantes - Parceria com a Sattva Editora




segunda-feira, 22 de maio de 2017

IMAGENS DA PALESTRA NA UMBANDARTE





PALESTRA NA UMBANDARTE

Ontem, 21 de maio de 2017, tivemos a palestra "História da Umbanda no Brasil" na Umbandarte.

Uma tarde maravilhosa com muitos irmãos e irmãs de fé e com as minhas queridas Juliana e Dany. 




terça-feira, 11 de abril de 2017

WORKSHOP


No último sábado, 9 de abril, tivemos, nas dependências da Cabana de Pai Benguela, o V Workshop: Exu - O Senhor dos Caminhos..
Um sucesso com os 32 participantes atuando de forma intensa.
Em breve abriremos as pré-inscrições para o VI Workshop. Divulgaremos também os novos eventos.









sábado, 1 de abril de 2017

PALESTRA

No dia 21 de maio teremos a primeira atividade externa da Casa de Cultura Umbanda do Brasil.
Palestra: A História da Umbanda no Brasil.
Umbandarte

sábado, 18 de março de 2017

HISTÓRIA DA UMBANDA NO BRASIL


Tivemos neste sábado a Palestra: História da Umbanda no Brasil ministrada por Diamantino Fernandes Trindade nas dependências da Cabana de Pai Benguela.
Estiveram presentes 50 pessoas. Agradecemos pela intensa participação.
Foi a primeira atividade da Casa de Cultura Umbanda do Brasil
Uma tarde inesquecível e um marco importante para a preservação da memória umbandista.
A Casa de Cultura da Umbanda do Brasil não é minha, não é da Cabana de Pai Benguela. É da Umbanda. É dos umbandistas.
Nós da Casa de Cultura da Umbanda do Brasil ficamos honrados com a presença de todos.
Diamantino Fernandes Trindade
Tarsila Costa de Oliveira
Diogo Azevedo
Tita Leal
Tati Giustino
Rita Durando
Susi Oliveira
Silvio Vinicus
Larissa Flausino