sábado, 14 de julho de 2018

O CORONEL É UMA LENDA?


Diamantino Fernandes Trindade

Em 2014, já com o primeiro volume da obra História da Umbanda no Brasil em fase bem adiantada de pesquisa e redação, um fato inesperado ocorreu.
O Coronel Carlos Soares Vieira deslocou-se do Rio a São Paulo e, no Santuário Nacional da Umbanda, ofereceu um livreto[1], com uma importante pesquisa por ele realizada, a um escritor umbandista que pouca ou nenhuma importância deu ao material.
Nesse dia eu estava no Santuário e meu Pai Espiritual, Ronaldo Linares, apresentou-me o Coronel. Ofereci-lhe um exemplar do meu livro Umbanda Brasileira: um Século de história. Ele me mostrou o material e ele me ofereceu o seu livreto e outros documentos históricos sobre a Umbanda. Passamos a nos corresponder por telefone, cartas e e-mail. Gradativamente ele foi me enviando um farto material documental.
Mas quem é afinal o Coronel?
Carlos Soares Vieira é natural do Estado de Sergipe e iniciou carreira militar no Exército Nacional, na cidade do Rio de Janeiro. Serviu também em Sergipe, Mato Grosso do Sul, Brasília e Paraná.
Desde 1960 ele frequentava terreiros de Umbanda e cultos afro-brasileiros. Diz ele que quando era transferido de cidade, a primeira coisa que fazia era procurar um terreiro. Frequentou centenas deles pelo Brasil afora. Médium atuante, até hoje (aos 83 anos) dá incorporação às entidades espirituais que lhe assistem quando visita uma casa umbandista.
Após a sua reforma, no Exército Brasileiro, dedicou-se à pesquisa histórica da Umbanda na Biblioteca Nacional, no Jornal de Umbanda, terreiros, organizações federativas e com médiuns e sacerdotes.
Um dos objetivos de sua pesquisa foi o resgate do processo histórico das Sete Tendas Mestras,[2] oriundas da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, fundadas por determinação do Caboclo das Sete Encruzilhadas. O coronel cita:

Apesar do grande esforço, com persistência e vontade que venho colocando neste empreendimento, lamento com tristeza em dizer que encontrei muita falta de vontade e de fraternidade por parte de alguns irmãos, por não entenderem o meu propósito de resgatar a história dessas sete tendas que foram o alicerce básico dessa religião de humildes e oprimidos.

No livreto o Coronel relata algumas de suas visitas e dificuldades durante a pesquisa que, segundo ele, está em aberto e ainda tem algumas lacunas para serem preenchidas. Disse também que, em março de 2008, tentou contato com Marizeli, médium da Tenda São Jorge e responsável pelo site e com o seu Dirigente Espiritual Pedro Miranda, também presidente da UEUB, que pouco informaram, mesmo sendo o Órgão de Cúpula criado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, visto que a UEUB (União Espiritista de Umbanda do Brasil), não possuía os arquivos destas tendas. Em Cachoeiras de Macacu (RJ) recebeu da Sra. Laudelina informações sobre as entidades espirituais de algumas tendas e datas de fundação.
Na CEUB (Congregação Espírita Umbandista do Brasil), Dona Fátima, sua presidente, mostrou-lhe os exemplares do Jornal de Umbanda onde colheu informações, às vezes contraditórias, sobre as sete tendas.[3]
Felizmente o livreto foi recusado pelo irmão escritor, conforme já mencionei, pois, provavelmente ele não saberia o que fazer com o material pesquisado.
A minha pesquisa sobre as Sete Tendas Mestras era, até então, muito pobre, com muitas lacunas, e fundamentada em alguns documentos da década de 1970.
Ampliei, então, os textos sobre o tema e tudo foi publicado no primeiro volume da obra História da Umbanda no Brasil, com as devidas citações e autorização do nosso querido irmão e amigo Coronel Carlos Soares Vieira.
Outros materiais importantes, como os livretos históricos da Tenda Espírita Mirim, escritos por Benjamim Figueiredo, foram registrados pelo Coronel e publicados por mim em outros volumes da obra História da Umbanda no Brasil.
Em determinado momento alguns “irmãos” umbandistas disseram que o Coronel era uma lenda que eu havia criado. Pois bem, no dia 2 de julho de 2018, eu, minha esposa Tarsila e meu filho Tharso, fomos recebidos pela “lenda” em sua residência na Rua Lauro Muller, em Botafogo, Rio de Janeiro.
Depois de algumas horas de agradável conversa ele nos apresentou diversos documentos históricos impressos e gravados que nós desconhecíamos e que, provavelmente, não serão publicados em livros, porém estão sob a custódia da Casa de Cultura Umbanda do Brasil que fará a sua divulgação gradativamente.
Uma quantidade significativa de exemplares do Jornal de Umbanda, o primeiro periódico umbandista, fundado por Zélio de Moraes e colaboradores, nos foi enviado pelo Coronel e estão sob a guarda da Casa de Cultura Umbanda do Brasil. Atualmente esse acervo é disponibilizado, na forma digital, pela Biblioteca Nacional.
Em nosso retorno a São Paulo fizemos uma visita ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida onde pudemos sentir a energia intensa e positiva daquele santuário da fé brasileira.

Saravá Coronel Carlos Soares de Oliveira!









[1] Desenvolvimento da pesquisa sobre as Sete Tendas mandadas criar pelo “Chefe”.
[2] Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição, Tenda Espírita São Pedro, Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia, Tenda Espírita Santa Bárbara, Tenda Espírita São Jerônimo, Tenda Espírita São Jorge e Tenda Espírita Oxalá.
[3] Maiores detalhes podem ser obtidos no primeiro volume do livro História da Umbanda no Brasil, publicado pela EDTIORA DO CONHECIMENTO, em 2014.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

LANÇAMENTO

Hoje foi lançado o sexto volume da obra História da Umbanda no Brasil.

Este é o sexto livro da série História da Umbanda no Brasil, em que o professor-pesquisador Diamantino Fernandes Trindade dá sua importante contribuição para o resgate da memória da Umbanda. Este volume apresenta o combate aos charlatães da macumba paulistana; os fatos históricos da religião publicados em diversos veículos de comunicação, como O Cruzeiro, uma das mais importantes revistas brasileiras, A Gazeta, O Estado, O Jornal, A Folha da Noite, Diário de Pernambuco, Folha da Tarde, Diário de São Paulo, O Dia e Correio de Notícias, e textos sobre a devoção de Seu Sete da Lira a Santo Antônio. O autor descreve ainda duas figuras religiosas populares em São Paulo: Bento do Portão e Pai João Maria Agostinho. Temas palpitantes como as atividades da Pombagira Cigana, o crescimento da Umbanda em São Paulo, na década de 1950, os casamentos realizados nos terreiros, as festas para Iemanjá na praia, as falsas profecias de mães de santo do Pará garantindo a saúde de Tancredo Neves, em 1985, alguns dias antes de seu falecimento, a criação de um terreiro-escola na Faculdade Espírita de Curitiba, e até mesmo a concessão de patente a um uruguaio sobre as palavras umbanda e quimbanda. Ricas galerias de imagens completam esta obra que vem a ser um primoroso acervo para todos aqueles que desejam conhecer a real origem da Umbanda e seu percurso no mundo das formas, como resultado das pesquisas do mais sério estudioso do tema.

Editora do Conhecimento.

http://edconhecimento.com.br


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

HINO DA UMBANDA

Saravá Irmãos 🙏
Trazemos hoje um pouco da história do autor do Hino da Umbanda e seu autor JOSÉ MANOEL ALVES
Por: Diamantino Trindade
"No primeiro volume do livro História da Umbanda no Brasil, escrevi sobre os aspectos históricos do Hino da Umbanda e sobre o autor de sua letra: João Manoel Alves.
Alguns registros, não comprovados, da época diziam que ele em busca da cura, para sua cegueira, foi procurar a ajuda do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Não conseguindo a cura, por ser o seu problema de origem cármica, escreveu a letra do Hino da Umbanda para mostrar que poderia ver, a partir do seu contato com a Umbanda, o mundo e a religião de outra maneira. Até hoje ninguém comprovou esta história e, também as fotos que temos dele não mostram que ele era cego. Havendo a comprovação dessa história, faremos as devidas correções históricas."
👨Sobre o autor e sua trajetória:
José Manoel Alves, compositor e instrumentista nasceu em Tangil, Freguesia do Concelho de Monção situada no Minho, no norte de Portugal. Dos 12 aos 22 anos tocou clarineta na Banda Tangilense, em sua terra natal. Em 1929, veio para o Brasil, indo residir no interior do Estado de São Paulo. No mesmo ano, mudou-se para a capital paulista, ingressando na Banda da Força Pública, em que ocupou vários postos, aposentando-se como capitão. Foi autor de diversas músicas populares e pontos de Umbanda. O seu maior sucesso, em parceria com Mário Zan, foi o dobrado Quarto Centenário.
🎶A maravilhosa letra do Hino da Umbanda, escrita por José Manoel Alves, foi musicada por Dalmo da Trindade Reis, maestro tenente do Grande Conjunto da Policia Militar do Rio de Janeiro.
No Segundo Congresso Nacional de Umbanda, em 1961 no Rio de Janeiro, a música foi oficialmente reconhecida como o Hino da Umbanda. Originalmente tinha como título: “Refletiu a Luz Divina”, sendo cantada nos Terreiros como um ponto comum.
Sua primeira composição gravada foi "Olha a alva", por Januário Pescuma e Arnaldo Pescuma com acompanhamento do Grupo X na RCA Victor.. Em 1945, Osni Silva gravou na Continental, com acompanhamento da Banda da Força Pública de São Paulo, a marcha "Pela Pátria", composta em parceria com Antônio Romeu. Citamos outras de suas composições: em 1957, realizou sua única gravação, acompanhado de sua Banda: gravou pela RCA Victor, de sua autoria, os dobrados "Craveiro Lopes" e "Domingo em festa". No mesmo ano, Zaccarias e sua Orquestra gravaram dele e Mário Zan o dobrado "Quarto Centenário", seu maior sucesso.
Ao longo de sua carreira, compôs diversos pontos de Umbanda e pontos de terreiro, gravados por diversos intérpretes. Em 1961, Otávio de Barros gravou o ponto de terreiro "Saravá Banda". Em 1962, a cantora Maria do Carmo gravou a curimba de Umbanda "Prece a Mamãe Oxum". Outras melodias umbandistas foram compostas por ele: “Saravá Oxóssi”; “Saudação aos Orixás”; “Xangô rolou a pedra” e “Xangô, rei da pedreira”.
🗞️Dirce Alves, na sua coluna Umbanda e Candomblé, publicada no Diário do Paraná, escreveu duas vezes sobre ele e sobre o Hino da Umbanda. Na primeira matéria, Dirce Alves ainda não conhecia a autoria do Hino.
HINO DA UMBANDA
Diário do Paraná, n. 5038, 25 de abril de 1972
O Hino da Umbanda, executado domingo pela primeira vez por uma banda de música, por ocasião do encerramento do 1o. Congresso de Umbanda do Paraná, não tem autor conhecido. Antigo, o maestro da Banda da PMEP, capitão Acyr Tedeschi teve que se valer, para o arranjo, de um antigo disco 78 rotações.
Embora sua melodia seja conhecida por quase todos os que frequentam os trabalhos de terreiro do Brasil, a execução desse Hino por uma banda de música, não deixou de sensibilizar os quase cinco mil presentes ao Ginásio de Desportos do Tarumã, que aplaudiram a execução, de pé, enquanto cantavam a letra.
O Hino da Umbanda, composto de quatro estrofes com quatro versos cada, é uma composição poética denominada de Redondilha Maior (sete pés poéticos).
Por: Dirce Alves
📝HINO DA UMBANDA
Diário do Paraná, n. 7027, 24 de outubro de 1978
Poucas pessoas sabem quem é José Manoel Alves. É compositor, clarinetista e já fez muita música. Está com 67 anos e começou a compor em 1938, quando lançou a marcha carnavalesca "Olha a Alva". De lá até 1978 já se passaram 40 anos e 100 músicas populares foram gravadas.
Mas o grande sucesso de José Manoel Alves foi em 1954 quando gravou o Hino do IV Centenário de São Paulo, em parceria com Mario Zan, que vendeu dois milhões de discos. Em 1962 o segundo sucesso foi o Hino da Umbanda para o Segundo Congresso Nacional de Umbanda. Com o cantor Araripe Barbosa e a orquestra de Hélcio Alvares e o Coral de Eloá. José Manoel Alves lançava, em 1962, o hino que hoje é cantado por milhões de umbandistas em todo o Brasil.
Por: Dirce Alves
📸Nas fotos a seguir não é possível garantir que José Manoel Alves era cego. Podia no máximo ter alguma deficiência visual. A primeira foto foi registrada no Primado Do Brasil Apresentamos também a partitura do Hino escrita pelo Maestro Dalmo da Trindade Reis, em 1984.
Vejamos alguns dados colhidos no site http://www.dicionariompb.com.br

Agradecemos a colaboração do irmão João Dias




LANÇAMENTO DA OBRA RETRATOS E REGISTROS HISTÓRICOS DA UMBANDA

A Editora Bagaço e a Casa de Cultura Umbanda do Brasil trazem aos leitores esta obra de resgate da História da Umbanda. O autor Diamantino Fernandes Trindade apresenta matérias jornalísticas, artigos, entrevistas e imagens ainda desconhecidos dos adeptos e simpatizantes da religião. Reportagens dos periódicos Diário da Noite, Revista da Semana, Correio Paulistano, O Cruzeiro, Luta Democrática, O Semanário, Ultima Hora, Correio da Manhã, Alterosa, Diário de Notícias, O Dia e Notícias Populares mostram os diversos aspectos das práticas umbandistas e das macumbas, além das perseguições policiais e da Igreja Católica contra os cultos afro-brasileiros. Destaque especial para a publicação da Gazeta de São João sobre o falecimento de W. W. da Matta e Silva, Grão Mestre da Raiz de Guiné. Cristiam Siqueira e Adão Lamenza trazem valiosas colaborações sobre o trabalho de Seu Sete da Lira. Uma rica Galeria de Imagens finaliza a obra.

Esta obra é um convite para mergulhar no mundo histórico da Umbanda, penetrando nos meandros das matérias jornalísticas que relatam o cotidiano dos terreiros e organizações federativas umbandistas desde as primeiras décadas do século XX até os dias de hoje. As diversas faces da Senhora da Luz Velada são reveladas pela imprensa do Rio de Janeiro, São Paulo e outros Estados brasileiros. São mostrados aspectos externos dos diversos ritos que compõem o universo desta religião praticada por milhares de templos pelo Brasil afora e por milhões de adeptos. É possível entender como as perseguições policiais afetaram e fortaleceram a Umbanda ao longo de mais de cem anos e, ao mesmo tempo, valorizar a liberdade de culto atual, mesmo com a intolerância religiosa que ainda vigora nos dias de hoje. Há diversas maneiras de escrever a história. Uma delas ocorre com os recursos da pesquisa primária por meio de documentos originais e imagens. Esta que apesentamos aos leitores, ansiosos por conhecimento, mostra a faceta jornalística com a reprodução na íntegra das matérias do cotidiano dos periódicos nacionais. Para quem se interessa pela Umbanda, aqui esta uma obra de inestimável valor, que dá prosseguimento ao resgate de sua história. Organizada pelo pesquisador Diamantino Fernandes Trindade, destina 218 páginas àqueles que questionam: de onde vem e para aonde vai a Umbanda? Não perca esta oportunidade. Permita-se conhecer algo que só é possível com anos de leitura e pesquisa.


sábado, 29 de julho de 2017

HISTÓRIA DA UMBANDA

Lançamento do quinto volume da obra "História da Umbanda no Brasil". 

Editora do Conhecimento


LANÇAMENTO


Foi lançado hoje pela Sattva Editora o "Manual de Umbanda para iniciantes".
O livro está disponível para venda na lojinha da Cabana de Pai Benguela e a partir de segunda feira no site da editora.
www.sattvaeditora.com.br


Na foto, Diamantino Trindade com Vivian Lerner, presidente da Sattva Editora.

sábado, 10 de junho de 2017

ZÉ PELINTRA - O REI DE ALHANDRA


Duas reportagens da Revista O Cruzeiro (1975 e 1980) tratam da “Cidade Sagrada da Jurema”. Em Alhandra, pequeno município ao sul de João Pessoa, na Paraíba, está situado a “Cidade Sagrada da Jurema”. Foi nesse local que nasceu, em 1813, José de Aguiar, o Zé Pelintra, que, ao morrer com 114 anos de idade, se tornaria um dois conhecidos mestres de linha da Jurema. São centenas de metros quadrados a serem preservados pelas autoridades do Estado. A “Cidade Sagrada da Jurema” é constituída apenas de túmulos dos mestres juremeiros, envolvidos por centenas de pés de jurema. Cada mestre que morria tinha uma semente de jurema plantada em sua sepultura. Servia como identificação para os juremeiros. Os pés de jurema desenvolveram-se de tal forma na região, servindo de esconderijo para os mestres sepultados, que hoje o campo nem pode servir de pastagem para o gado.
Mas quem foi Zé Pelintra? Descendente dos Tabajaras, José Alves de Aguiar – seu verdadeiro nome – era filho da índia Tuiara e do escravo negro Ambrozio Aguiar. Nascido em Estiva, município de Alhandra em 1808, para uns e 1813 para outros, viveu sempre como agricultor trabalhando em propriedades particulares e nas horas de folga tinha como orientador espiritual o índio Inácio de Barros, que pregava a cultuação dos espíritos que se tornavam mestres, pela força de sua mediunidade. José de Aguiar, vulgo Zé Pelintra, foi o mestre que mais viajou pelo interior nordestino justificando a fama que adquiriu.
O leitor deve estar perguntando: E o Zé Pelintra da malandragem carioca que povoa o imaginário de milhões de umbandistas? Vamos primeiro entender o significado do vocábulo pelintra. Nos dicionários encontramos a seguinte definição: Indivíduo pobre, mas com pretensões de aparecer; figurar. No entanto, Dalmo Ferreira, autor do livro “Zé Pelintra – O Rei da Noite” apresenta algo mais abrangente. Segundo o autor “pilantra” é o malandro mais esperto e mais esperto que o “pilantra” é o “pelintra”.
O Zé Pelintra da malandragem carioca é José Gomes da Silva que nada tem a ver com o José Alves Aguiar, o mestre da jurema. José Gomes da Silva nasceu em Pernambuco e chegou ao Rio de Janeiro com 17 anos de idade, em 1917, proveniente do Recife e se tornou um dos mais famosos malandros da Lapa e do Estácio. O que o dois tem em comum é o nome José. Quem desejar conhecer mais sobre a vida do Zé Pelintra da malandragem carioca leia a obra de Dalmo Ferreira.
As imagens a seguir mostram o Babalorixá Carlos Leal (já desencarnado) em preparativos para ritual da Jurema. Em seguida o mesmo Babalorixá diante do tumulo de Zé Pelintra na “Cidade Sagrada da Jurema”. E ainda, o famoso Pai José Ribeiro incorporado com Zé Pelintra juremeiro e a imagem tradicional do Zé Pelintra da malandragem carioca.