quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

TÚNEL DO TEMPO 3


Congá da Casa de Pai Benedito (São Caetano do Sul) em 1984.

TUNEL DO TEMPO 2


Festividade de formatura de sacerdotes da Federação Umbandista do Grande ABC em 1977.
Na primeira fila podemos ver (da esquerda para a direita): Dona Isabel (esposa de Zélio de Moraes), Dona Zélia de Moraes, Sr. Julio (esposo de Dona Zélia), Dona Zilméia de Moraes e Senhor Cunha (esposo de Dona Zilméia).

TUNEL DO TEMPO 1


Pai Ronaldo Linares batizando médium na década de 1970.

sábado, 24 de dezembro de 2011

UMBANDISTA ENCARNADO ATACANDO UMBANDISTA DESENCARNADO

Um famoso pai de santo umbandista da atualidade vem atacando, de forma imbecil, W. W. da Matta e Silva, um dos três maiores mestres que militaram na Umbanda. Anteriormente o tal pai de santo já havia tentado colher assinaturas para tentar “processar” Matta e Silva, desencarnado há 25 anos. Segundo o pai de santo, Matta e Silva está habitando o baixo astral em função de determinadas atitudes que ele tinha tomado na época de encarnado, principalmente por negar a fundação da Umbanda por Zélio de Moraes. Vale a pena lembrar que no livro “Umbanda e o Poder da Mediunidade”, Matta e Silva enaltece a tarefa de Zélio de Moraes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas e Leal de Souza. Para quem não sabe, Matta e Silva refere-se nas suas obras ao Aumbhandhan, religião milenar e fala também da Umbanda, movimento implantado por Zélio de Moraes. Sobre a religião milenar do Aumbhandhan já se referia, em 1941, o importante escritor Diamantino Coelho Fernandes e, também, o capitão José Alvares Pessoa em 1968. Na década de 1970, o famoso médium Arigó, que fazia cirurgias espirituais com o Dr. Fritz tentou vilipendiar a Umbanda e foi rechaçado por Matta e Silva que exigiu e assim conseguiu, através da mídia, a retratação de Arigó. O maior de todos, Chico Xavier, recusou-se a aceitar a ajuda espiritual de Arigó, submetendo-se a uma cirurgia física pelo médicos terrestres. De uma coisa temos certeza, Matta e Silva não está no baixo astral, pois já encarnou há algum tempo. Pai Benedito de Aruanda, mentor espiritual de Pai Ronaldo Linares, nunca fez menção negativa a Matta e Silva, e nesse Pai Benedito eu acredito. Mesmo que alguns pais de santo preocupados com o maldito poder temporal tentem jogar a Umbanda no ralo, não vão conseguir, pois a Umbanda é muito maior do que eles. A Umbanda é de todos nós, como dizia Matta e Silva.

Salve a Umbanda!

Salve os três maiores médiuns de Umbanda de todos os tempos: Zélio de Moraes, Matta e Silva e Benjamim Figueiredo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

sábado, 22 de outubro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

KUAN YIN - A DEUSA DA MISERICÓRDIA


Kuan Yin ou Guanyin é o bodhisattva[1] associado com a compaixão tal como é venerada pelos budistas da Ásia Oriental, geralmente na forma feminina. O nome Guanyin e uma abreviação de Guanshiyin que significa "Observar os sons (ou lamentos) do Mundo”. Comumente conhecida nos idiomas ocidentais como Deusa da Misericórdia, Guanyin também é cultuada pelos taoistas chineses como um dos Oito imortais.

No budismo chinês, Kuan Yin representa a compaixão ou misericórdia de todos os Buddhas e tem sua simbologia advinda do bodhisattva Avalokiteshvara, divindade tradicionalmente masculina do budismo indiano, que dá origem a várias representações asiáticas, e que chegou à china com o budismo no ano de 67, sincretizando-se com divindades femininas locais. Mais tarde, no arquipélago das ilhas Filipinas, muito influenciado pela presença do catolicismo espanhol, passou a ganhar aspectos de Madona. Na China, Kuan Yin está associada às características femininas da maternidade e proteção, ligadas milenarmente de modo bastante forte à misericórdia.

Kuan Yin existiu como pessoa, igual a todos os seres humanos e somente depois de sua morte foi transformada em Deusa. É cultuada em todo o mundo por milhões de pessoas, que a consideram o símbolo máximo da pureza espiritual. Enquanto viveu, percorreu o mundo, viu muita dor e então, jurou proteger e amparar todos os humanos até que o último sofrimento acabe. Ela nos diz que se você cantar seu mantra diariamente cultivará a compaixão que curará o mundo das mais dolorosas feridas.

Todos que trabalham com sua energia, sabem o quanto ela é doce e sutil, mas também o quanto é poderosa. Somente a menção de Seu Nome alivia o sofrimento e as dificuldades. Mesmo tendo alcançado a iluminação, Ela optou por permanecer no mundo dos seres humanos.

Por vezes Kuan Yin é representada com um dragão, pois ele é o símbolo mais antigo da alta espiritualidade, a sabedoria, a força e os poderes divinos de transformação. Outras vezes, é representada sentada sobre uma flor de lótus. A simplicidade que esta Deusa da Clemência gera ao seu redor e entre seus devotos, é de um forte sentimento de fraternidade universal. Seus padrões morais e humanos tendem a nos conduzir para nos tornarmos mais compassivos e misericordiosos. Kuan Yin aparece nas nossas vidas para dizer que está na hora de alimentarmos nossos corações com a compaixão. Compaixão pelos outros e também por nós mesmos.

REFERÊNCIAS

http://www.anjodeluz.net

http://pt.wikipedia.org



[1] Ser de sabedoria elevada, que seguem uma prática espiritual que visa remover obstáculos e beneficiar todos os demais seres sencientes.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

MARIA LIONZA


María Lionza é o nome de uma figura mitológica da Venezuela, centro de um culto que reúne elementos das religiões indígenas, do espiritismo, das religiões afro-americanas e do catolicismo.

O culto de María Lionza encontra-se difundido um pouco por toda a Venezuela, mas o seu centro é o chamado "Cerro de María Lionza" no estado de Yaracuy, que integra uma formação montanhosa de nome Macizo de Nirgua. Este local, caracterizado pela sua intensa vegetação, é de alvo de peregrinações por parte dos participantes no culto, sobretudo na época da Semana Santa ou no dia 12 de Outubro (dia que até pouco tempo celebrava a chegada de Cristóvão Colombo à América, tendo sido readaptado como "Dia da Raça").

Em nível iconográfico, María Lionza é representada como uma mulher com um vestido azul, com jóias e plumas, cavalgando uma anta, sendo acompanhada por animais selvagens como pumas e jaguares.

FONTE: pt.wikipedia.org

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

LANÇAMENTO DE AGOSTO


A Ícone Editora lançou em agosto o livro "Umbanda de Almas e Angola" de autoria de Giovani Martins.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A CABULA E AS MACUMBAS

A CABULA

Diversos cultos influenciaram as práticas umbandistas no início do século XX.. O culto da Cabula é um exemplo que aponta para a fusão das práticas dos bantos com o Espiritismo. Cabula é um termo deturpado originário de Cabala. Este culto, já extinto, generalizou-se após a Lei Áurea e é o precursor das primitivas macumbas. Em diversos locais recebeu a influência do Catolicismo formando uma amalgamação sincrética onde se ouviam muitos termos utilizados nos terreiros de Umbanda.

Conforme Nina Rodrigues[1], o Espírito que comanda os trabalhos é chamado de Tatá. Seus adeptos, chamados de Camanás, devem guardar sigilo absoluto sobre os rituais sob pena de morte por envenenamento.

Tal qual no Catimbó, as sessões são denominadas mesas e o chefe de cada mesa é chamado de Embanda, sendo auxiliado pelo Cambone. A reunião dos camanás (cabulistas) forma uma Engira. Todos devem obedecer cegamente o Embanda sob pena de castigos severos. Usam calças e camisas brancas e lenços amarrados à cabeça.

O templo é denominado de Camucite, o local é secreto, sempre embaixo de uma árvore frondosa no meio da mata, em torno da qual é limpa uma extensão circular de aproximadamente 50 metros. Feita uma fogueira, a mesa é colocada do lado leste, rodeando pequenas imagens com velas acesas, simetricamente dispostas.

As velas são denominadas estereiras[2] e são acesas iniciando-se pelo leste, em honra do mar (calunga grande), depois para o oeste, norte e sul.

Logo após a abertura do ritual, o Embanda, ao som dos nimbus (pontos cantados) e palmas compassadas, se contorce, revira os olhos, bate no peito com as mãos fechadas até soltar um grito estridente.[3] Vejamos um desses nimbus:

Dai-me licença, carunga

Dai-me licença, tatá

Dai-me licença, bacúla

Que embanda qué quendá

O cambone traz então um copo com vinho e uma raiz. O Embanda mastiga a raiz e bebe o vinho. Serve o fumo do incenso, queimado neste momento em um vaso e entoa o segundo nimbu:

Báculo no ar

Me queira na mesa

Me tombe a girar

O Embanda, ora dançando ao bater compassado das palmas, ora em êxtase, recebe do cambone o candaru (brasa em que foi queimado o incenso), trinca nos dentes e começa a emitir chispas pela boca, entoando então o nimbu:

Me chame três candaru

Me chame três tatá

Sou Embanda novo (ou velho)

Hoje venho curimá

Os pleiteantes (caialos) a camanás (iniciados) são levados pelos seus padrinhos até o Embanda e tão logo adentram o círculo, passam três vezes por baixo das pernas do Embanda. Este aspecto do ritual é denominado tríplice viagem, que simboliza a fé, a humildade e a obediência a seu novo pai. O Embanda recebe a emba (pemba pilada) e com ela fricciona os pulsos, a testa e o occipital do caialo, que depois mastiga a raiz e bebe o vinho oferecido pelo Embanda.

Após esse ritual o Embanda toma uma vela acesa, benze-se e começa a passá-la por entre as pernas, por baixo dos braços e pelas costas do camaná. Se porventura a vela se apagar diante de um dos camanás, esse deverá ser castigado com várias pancadas na mão com o kibandan (palmatória), até que a vela não mais se apague. Esses castigos são freqüentes e o Embanda manda aplicá-los sempre que julga conveniente, para o aperfeiçoamento dos camanás.

Então, avaliada a fé de todos os camanás, prossegue-se com a tomada do santé, que é a parte principal das reuniões. Entoam um nimbu apropriado e o Embanda dança, com grandes gestos e trejeitos para que o Espírito se apodere de todos. De tempos em tempos todos lançam ao ar a emba, para que se afastem os “maus espíritos” e fiquem cegos aos profanos, não devassando assim os seus segredos.

O Espíritos que baixam nos adeptos identificam-se como Tatá Guerreiro, Tatá Flor de Carunga, Tatá Rompe-Serra, Tatá Rompe-Ponte etc. Este culto praticamente não existe na atualidade e foi absorvido pelo Catimbó e pelas macumbas.


AS MACUMBAS

A palavra macumba, de origem angolana, está ligada a um instrumento musical ou a um tipo de dança, o jongo ou o caxambu, e designa um culto que, na região central do Brasil, particularmente no Rio de Janeiro, fundiu-se com o modelo nagô. Macumba é uma palavra recente (aproximadamente cem anos), visto que João do Rio[4], em 1904, designa os cultos africanos aí existentes pelo nome de candomblés e não utiliza o termo macumbas.

Edison Carneiro[5] fornece uma explicação para o termo:

Antes de dançar, os jongueiros executavam movimentos especiais pedindo a benção dos cumbas velhos, palavra que significa jongueiro experimentado, de acordo com essa explicação de um preto centenário: “cumba é jongueiro ruim, que tem parte com o demônio, que faz feitiçaria, que faz macumba, reunião de cumbas”. O jongo, dança semi-religiosa, precedeu, no Centro-Sul, o modelo nagô. Como o vocábulo é sem dúvida angolense, a sua silaba inicial talvez corresponde à partícula ba ou ma que, nas línguas do grupo banto, se antepõe aos substantivos para a formação do plural, com provável assimilação do adjetivo feminino .

Após o evento da libertação dos escravos, uma boa parte dos chamados Cultos de Nação passou a tomar um caráter mais externo, propiciando rápidas fusões e amalgamações com outros ritos, como a Cabula, o Catimbó, a Pajelança, começando a proliferação de terreiros, roças, mesas etc, por este Brasil afora.

Esta fusão trouxe para os catimbós e demais cultos alguns instrumentos ritualísticos dentre os quais uma espécie de tambor denominado macumba que era tocado nos festejos do Santo (Orixá). O macumbeiro era o seu tocador.

Estes cultos se expandiram rapidamente principalmente no Rio de Janeiro, e como geralmente esses tambores eram tocados, começaram a ser chamados de macumbas. Neles baixavam e baixam uma gama de Espíritos chamados de Mestres de Linha, os Tatás etc.

Os dirigentes e auxiliares desses rituais trabalham com tais Espíritos que estão na mesma faixa vibratória deles, na maior parte das vezes. Geralmente fazem trabalhos de bruxedo e feitiçaria de forma empírica, desconhecendo os seus fundamentos mas conhecendo os seus efeitos maléficos.

Com sua magia perversa exerceram e exercem sua influência maléfica nos quatro cantos do país. Centenas, milhares de pessoas de todas as classes sociais recorrem aos seus sortilégios. A política e o meio artístico foram e continuam a ser dos seus melhores e mais assíduos clientes, onde procuram resolver seus problemas de amor, ódio e interesses escusos.

Uma das tarefas mais importantes dos pioneiros do Movimento Umbandista da época era separar o joio do trigo, elucidando os novos adeptos sobre as diferenças entre Umbanda, Kardecismo e Macumba. Muitas confusões ocorriam na cabeça dos recém-chegados ao Movimento Umbandista, principalmente pela generalização desses cultos em torno do termo Macumba, prática que ainda hoje vigora em algumas cabeças menos esclarecidas e surdas aos clarins dos novos tempos. É comum ouvirmos alguns dizerem que vão a uma macumba quando, na verdade estão indo a um Terreiro de Umbanda.



[1] Os africanos no Brasil.

[2] Durante muito tempo, as velas eram confeccionadas de estearina. Hoje são confeccionadas com parafina.

[3] Fato comum nos terreiros de Umbanda quando da incorporação dos Caboclos.

[4] As religiões do Rio.

[5] Os candomblés da Bahia.

Textos do livro "Umbanda Brasileira: um século de história" (Diamantino F. Trindade)

terça-feira, 19 de julho de 2011

LANÇAMENTO


A história da Umbanda é uma grande pesquisa em construção. Assim, sempre que novos documentos se apresentam, os autores procuram fazer a sua divulgação para que cada vez mais os umbandistas conheçam as origens e o desenvolvimento histórico da sua religião. Esta obra resgata alguns desses documentos e aborda alguns temas que, ao longo da história, têm sido motivo de muitos estudos e polêmicas, como as conquistas dos umbandistas, a Umbanda na Mídia, a metodologia utilizada na pesquisa histórica da Umbanda, pontos de força de um terreiro, obsessores, animismo e mistificação. Quando novos documentos se apresentam é necessário um novo olhar sobre determinado tema. Assim ocorre neste livro, com uma revisão do início da História da Umbanda. Outros temas, de grande interesse dos umbandistas, são tratados à luz da razão, como as oferendas e obrigações à Yemanjá, o uso indevido dos pontos cantados, aspectos históricos do Hino da Umbanda, banhos e defumações. O leitor encontrará ainda nesta obra um resgate sobre reportagens, livros e revistas que muito contribuíram para a divulgação da Umbanda. Uma interessante viagem no túnel do tempo mostra imagens que nos trazem muita saudade de tempos idos e também dos tempos atuais. Leal de Souza reaparece com novos documentos pesquisados e revelados. Esta obra é uma importante contribuição aos milhões de umbandistas que diariamente frequentam os terreiros no Brasil e em outros países.

www.iconeeditora.com.br

sexta-feira, 24 de junho de 2011

MARIA JOANA

"Eu não estou aqui pelo que fiz de errado, estou aqui pelo que não fiz. Quando era nova tive a oportunidade de ajudar as pessoas, mas achei melhor ficar saracutiando pelo terreiro. Quando morri precisei encontrar umcavalo para trabalhar. Se eu soubesse que era tão bom ajudar as pessoas, não tinha perdido tanto tempo"

Baiana Maria Joana

Esta maravilhosa mensagem foi publicada no blog

http://luzesesonhos.blogspot.com

BRANCO VELHO PAI JOÃO MARIA



PAI JOÃO MARIA AGOSTINHO é uma entidade que trabalha como Preto Velho de Umbanda. É também conhecido como Frei João Maria, é na verdade um BRANCO VELHO.

Seu culto é muito intenso na região de Sorocaba, sobretudo em
Araçoiaba da Serra, onde tem uma espécie de religião independente
devotada a ele. Cheguei a visitar o templo e conhecer a sua zeladora,
uma simples e fiel senhora.

Segundo contam, João Maria era italiano da região do Piemonte.
Viveu na região da mata de Araçoiaba como eremita numa gruta,
num lugar conhecido como PEDRA SANTA.

Existem inúmeros mistérios atribuídos a ele. Inscrições estranhas,
milagres etc... Desapareceu sem deixar rastro e foi encontrado
no Paraná, por volta de 1912, onde também curou muita gente.


Algumas pessoas dizem que a foto é de outro Pai João Maria, pois ele
teve continuadores ou seguidores de seu carisma. Entre eles estão:

PAI JOÃO MARIA II (Pai João Maria de Jesus), um curandeiro
francês chamado de Anastás Marcaf que viveu na mesma região
do primeiro.

PAI JOÃO MARIA III (Pai José Maria) ou Miguel Lucena, ex-militar, criou
um exército pessoal de perseguidos, injustiçados, pobres e sem-terra. Tinha
a seu lado uma "tropa de elite" composta por 24 caboclos armados.

Veja só...

Para quem tem olhos para ver, a Umbanda tem uma história misteriosa
e personagens fantásticos que se entrelaçam com a vida do Brasil.

Saravá Pai João Maria!

Ras Adeagbo

quinta-feira, 23 de junho de 2011

LANÇAMENTOS



Apresentamos os mais novos lançamentos da Ícone Editora.

Umbanda: uma visão esotérica (Camos)

Umbanda: um encontro da diversidade racial (Saul d'Ogun)

www.iconeeditora.com.br

ZÉLIO DE MORAES


Zélio de Moraes sendo homenageado na Tenda Nossa Senhora da Piedade na década de 1970.

CRISTO COROADO


Cristo Coroado (Lucas Cranach)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O FASCÍNIO DA POMBA GIRA



Muitas distorções foram criadas em torno das funções espirituais das Pombas Giras.
Uma delas diz que "Pomba Gira é mulher de sete Exus".
Se considerarmos os sete Exus Maiores (Exu Sete Encruzilhadas, Exu Tranca Ruas, Exu Pomba Gira, Exu Tiriri, Exu Marabô, Exu Gira Mundo e Exu Pinga Fogo) podemos ver que dos sete Exus ela é a única mulher.
E então? Pomba Gira é mulher de sete Exus????
Pensem!!!

Fonte das imagens: http://historiaseoferendasaumapombagira.blogspot.com

terça-feira, 7 de junho de 2011

SANTÍSSIMA MUERTE



La Santíssima Muerte é uma figura religiosa que recebe pedidos de amor, sorte e proteção. Santa Morte é geralmente representada por uma figura feminina.Embora a Igreja Católica tenha atacado o culto a Santa Morte acusando-o de ritual pagão, muitas pessoas insistem em rezar para esta figura, acreditando em seus milagres. Santa Muerte é venerada por uma variedade de pessoas de diferentes origens. Geralmente aqueles que para ela oram procuram recuperação da saúde, itens roubados ou entes familiares sequestrados. Geralmente vestida como o “anjo da morte”, carregando uma gadanha e uma balança. Ela também pode estar vestida com um manto vermelho e uma coroa dourada; nesta forma, é vista como uma variação da Virgem Maria. As imagens de Santa Morte são confeccionadas em vermelho, branco, verde e preto, para o amor, sorte, sucesso financeiro e proteção. Oferendas à Santa Morte incluem rosas, cigarros, frutas, doces e tequila. Os santuários sãoo adornados com rosas vermelhas, cigarros e garrafas de tequila, e velas queimam em adoração. Por todo o México e em parte dos Estados Unidos (especialmente em comunidades de imigrantes mexicanos), são vendidos itens como cartas, medalhas e velas relacionados à santa. Muitos dos altares dedicados a La Santissima Muerte podem ser encontrados ao longo das estradas no nordeste do México.

CAPELA DOS OSSOS



A Capela dos Ossos localiza-se em Évora, Portugal. Está situada na Igreja de São Francisco e foi construída no século XVII por iniciativa de três monges que, dentro do espírito da época (contra-reforma religiosa, de acordo com as diretrizes do Concílio de Trento) tinha a intenção de transmitir a mensagem da transitoriedade da vida, tal como se depreende do célebre aviso à entrada: Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos. A capela, construída no local do primitivo dormitório fradesco é formada por 3 naves de 18,70 metros de comprimento e 11 metros de largura, entrando a luz por três pequenas frestas do lado esquerdo. Nas suas paredes e os oito pilares existem cerca de 5000 ossos e caveiras ligados por cimento pardo. As abóbadas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alegóricos à morte. Os ossos e caveiras são provenientes dos cemitérios, situados em igrejas e conventos da cidade.

PAPA LEGBA




No Voodo haitiano, Papa Legba (guardião das encruzilhdas) é o intermediário entre os loa (divindades) e a humanidade. Ele está em uma encruzilhada espiritual e dá (ou nega) permissão para falar com os espíritos. Ele é sempre o primeiro e o último espírito invocado em qualquer cerimônia, porque a sua autorização é necessária para qualquer comunicação entre os mortais e os loa - ele abre e fecha as portas. No Haiti, ele é a grande elocução, a voz de Deus. Facilita a comunicação, a fala e compreensão. Ele é muito poderoso, ele é o primeiro a abrir as portas para o mundo espiritual, quando solicitado, e tem o poder de remover obstáculos. Suas cores são o vermelho e o preto, e algumas de suas coisas favoritas que podem ser usados ​​como oferendas incluem: doces, charutos, rum, tabaco e óleo de palma. Seu número é três e o seu dia da semana é segunda-feira. É sincretizado com São Pedro que carrega as chaves do céu.

Apresentamos duas representações haitianas e um vévé de proteção de Papa Legba. O vévé é um símbolo religioso que age como um "farol" para o loa.


terça-feira, 24 de maio de 2011

ELEGUÁ - EXU NA VISÃO CARIBENHA


Representação de Exu (Eleguá) em um dos olhares do Caribe.
Arte de Carolina Gonzales.

IMBANDA

A palavra IMBANDA, do idioma kimbundu, significa Xamãs, Curandeiros ou Feiticeiros.

IMBANDA é plural de KIMBANDA: xamã, curandeiro ou feiticeiro.

Existem casos que esta palavra é pronunciada Embanda. Daí veio a palavra UMBANDA.

Esta é a explicação linguística. A explicação religiosa e mística
da palavra Umbanda é dada na revelação da religião, pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Uma completa a outra.

PALAVRAS DE ZÉLIO DE MORAES

O Caboclo das Sete Encruzilhadas era chamado de “Chefe” pelos adeptos da Tenda Nossa Senhora da Piedade.


“(…) o chefe acha que espiritismo não é pra perder tempo, que o espírito baixa, é pra fazer caridade, ou pra ensinar, o chefe não sai daí, ou pra ensinar, ou pra fazer caridade…”


”Bater tambor para fazer bonito, escutar e todo mundo… não é pra nossa Umbanda, espírito não perde tempo, quando baixa é pra fazer caridade, o Chefe não aceita e eu não saio fora do Chefe..."


Segundo Pedro Kritski o fato de na Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade não usar atabaques e qualquer outro tipo de instrumento musical em seus rituais de Umbanda, em nada tem a ver com possíveis crises de labirintite do dirigente desta casa, ou ainda, pela repressão policial existente na época da fundação da TENSP…, e sim por motivos doutrinários, ensinados pelo próprio Caboclo das Sete Encruzilhadas, onde se entende que o uso de atabaques, tambores e demais instrumentos geram um ambiente pernicioso à concentração e disciplina exigida para o desenvolvimento dos médiuns e da execução dos trabalhos.



Mais uma vez, reafirmo que a Umbanda e a sua história precisam ser estudadas pelos seus integrantes e dirigentes, pois só assim poderemos chegar a um respeito real, reconhecendo as diferenças e divulgando os reais entendimentos que fundamentam as práticas de cada vertente.

Pedro Kritski

Para maiores detalhes sobre o tema visitem o importante blog

http://registrosdeumbanda.wordpress.com

segunda-feira, 23 de maio de 2011

HISTÓRIA DA UMBANDA: CONHECENDO AS NOSSAS ORIGENS

Conhecer as origens da Umbanda propicia o entendimento dos diferentes e eficientes rituais praticados nos terreiros do Brasil e pelo mundo afora.

O ponto alto da História da Umbanda ocorre com Diamantino Fernandes Trindade e Ronaldo Antonio Linares e, agora, com o livro de Alexandre Cumino. Apresentamos a seguir o release das obras onde os autores tratam do assunto fundamentados em fontes primárias (documentos originais e depoimentos).

Umbanda Brasileira: um século de história – Diamantino Fernandes Trindade – Ícone Editora

Iniciação à Umbanda – Ronaldo Antonio Linares; Diamantino Fernandes Trindade; Wagner Veneziani Costa – Madras Editora

Antonio Eliezer Leal de Souza: o primeiro escritor da Umbanda – Diamantino Fernandes Trindade – Editora do Conhecimento

A construção histórica da literatura umbandista - Diamantino Fernandes Trindade – Editora do Conhecimento

História da Umbanda: uma religião brasileira – Alexandre Cumino – Madras Editora

Memórias da Umbanda do Brasil – Ronaldo Antonio Linares e Diamantino Fernandes Trindade – Ícone Editora


SITES DAS EDITORAS

www.iconeeditora.com.br

www.madras.com.br

www.edconhecimento.com.br


UMBANDA BRASILEIRA: UM SÉCULO DE HISTÓRIA


A comunidade umbandista se regozija, pois, com seriedade, pesquisa e imparcialidade, tem a história da sua implantação em terras brasileiras, contada e comentada neste livro.

Pesquisador incansável, médium admirável e escritor talentoso. Diamantino soube como ninguém distribuir os diferentes aspectos desta doutrina maravilhosa que é a Umbanda, buscando na fonte a exatidão dos fatos, a riqueza do conhecimento e a sublimidade da prece. Esta obra dará ao mais leigo dos leitores e até mesmo ao simples curioso dos fenômenos espíritas, uma visão ampla e clara do que, onde, como, quando e por que a Umbanda existe e resiste ao alvorecer do terceiro milênio. A história, a prática, os ritos, a similitude com outros cultos e a comparação com os diferentes autores que o precederam, são contadas de forma natural, como se estivéssemos, ora lendo uma notícia, ora lendo um conto ou um romance, tão suave, clara e gostosa de ler é a sua maneira de escrever. Nesta obra o leitor umbandista, o simples simpatizante, ou até mesmo o pesquisador neutro, mas consciente, encontrarão todo o necessário à perfeita compreensão do que realmente constitui a História da Umbanda. O autor não se ateve apenas aos fatores místicos; adentrou para a pesquisa de fundo antropológico, social, cultural e até metafísico. Esta editora sente-se envaidecida de poder de levar a sociedade cultural brasileira tão expressiva obra.

INICIAÇÃO À UMBANDA


A Umbanda é uma religião brasileira centenária que cultua os Orixás (divindades), os quais influem diretamente nos mensageiros espirituais, que são as entidades incorporadas pelos médiuns para que os trabalhos sejam realizados. Nos terreiros de Umbanda são desenvolvidos diversos trabalhos para o amparo às milhares de pessoas que buscam um conforto espiritual para as mais diversas situações que vivenciam no dia a dia. Nesta obra, os autores apresentam a história da Umbanda, seus fundamentos, suas sete linhas, sua ritualística, as características dos Orixás e de seus "filhos", além de explanar sobre as entidades que atuam nos trabalhos e a respeito de mediunidade, tudo explicado em uma linguagem clara e objetiva, de modo que o leitor possa ser introduzido em uma verdadeira iniciação à Umbanda. Trata-se de um guia prático tanto para o leitor iniciante quanto para médiuns e sacerdotes de Umbanda.

ANTONIO ELIEZER LEAL DE SOUZA: O PRIMEIRO ESCRITOR DA UMBANDA


Pouco se sabia até agora sobre a vida e a obra de Leal de Souza, brilhante escritor que teve papel de destaque no parnasianismo do início do século XX. Jornalista e crítico literário lançou em 1925 o primeiro livro sobre Umbanda, intitulado No Mundo dos Espíritos, em que relata um inquérito realizado nos centros espíritas e terreiros do Rio de Janeiro, durante um ano, bem como detalhes sobre sua ligação com Zélio de Moraes e a Tenda Nossa Senhora da Piedade. Sua segunda obra, O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda, é, no entanto a primeira a detalhar aspectos fundamentais da Umbanda, a exemplo das sete linhas brancas e os orixás, numa época em que era uma heresia falar sobre o assunto, pois tudo a respeito era considerado “macumba”. A iniciativa valeu-lhe então o mérito de “precursor de um ensaio de codificação” da Umbanda. Leal de Souza fazia parte do círculo literário de Olavo Bilac, Alcides Maya, Humberto de Campos, e outros baluartes da literatura brasileira. Como espírita, entrou para a história das religiões como o primeiro escritor umbandista. Nesta obra, que dá prosseguimento ao resgate histórico das memórias da Umbanda, o professor e pesquisador Diamantino Fernandes Trindade desvela a dedicação de Leal de Souza à espiritualidade, especialmente como praticante admirável e defensor ardente desta religião, chamada no início do século de Espiritismo de Terreiro, bem como sua brilhante carreira como poeta e jornalista. Mesmo após o desencarne, em 1948, Leal de Souza continua atuando na sustentação da Umbanda. Nestas memórias, o leitor poderá conhecer poemas publicados pelo escritor em livros e revistas, quando em vida, e ter acesso ao belíssimo poema Morte e Encarnação, ditado por ele a Chico Xavier, após o desencarne.

A CONSTRUÇÃO HISTÓRICA A LITERATURA UMBANDISTA


Esta obra é um convite para mergulhar no mundo literário da umbanda, penetrando em sua realidade e seus mistérios. A literatura umbandista é diversa em conteúdo e profundidade. Boa parte das obras está voltada para os aspectos exteriores da religião, como rito e magia. Mas existe também outra parte que propõe a racionalização da umbanda, buscando explicações que fundamentem a filosofia e ação dessa crença brasileira. Assim, nos primórdios da implantação da umbanda muitos escritores trabalharam abnegadamente com o intuito de esclarecer, unir, normatizar e até mesmo codificar os preceitos umbandistas. Há diversas maneiras de escrever essa história. Esta, que apresentamos aos leitores ansiosos por conhecimento, é algo inédito: um estudo sobre os autores, os livros, as revistas e publicações umbandistas, isto é, um estudo da ótica literária umbandista construída ao longo de mais de oitenta anos de história. Para quem se interessa pela Umbanda em profundidade, aqui está uma obra ímpar, de inestimável valor, que dá prosseguimento ao resgate de sua história. Mas vai muito além: escrita e organizada magistralmente pelo pesquisador Diamantino Fernandes Trindade, destina quase trezentas páginas àqueles que questionam: de onde vem e para onde vai a umbanda? Não perca esta oportunidade. Permita-se absorver algo que só seria possível com anos de leitura e pesquisa.

A HISTÓRIA DA UMBANDA: UMA RELIGIÃO BRASILEIRA


Foram 100 anos de muita luta para nós. Fiquei muito feliz em ter em mãos uma grande pesquisa sobre a nossa Umbanda, bem esclarecedora. Parabéns! - Lygia Cunha - neta de Zélio de Moraes e Presidente da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade Considero o livro do Alexandre uma referência fundamental para todos aqueles que queiram conhecer um pouco mais a fundo a história da Umbanda. - Leonardo Cunha dos Santos - um trabalhador da Umbanda do Cabloco das Sete Encruzilhadas, bisneto de Zélio de Moraes Ah, como teria sido mais fácil o meu trabalho se nas décadas de 1950 e 1960 eu pudesse ter lido este livro. - Pai Ronaldo Linares - Sacerdote de Umbanda, Presidente da FUGABC Espero que este livro torne-se fundamental para o estudo, tanto da história da Umbanda quanto dela própria como uma religião brasileira, fundada por um brasileiro. - Pai Rubens Saraceni - Sacerdote de Umbanda, Médium Psicógrafo e Presidente do Colégio de Umbanda Sagrada Pai Benedito de Aruanda Alexandre Cumino nos presenteia com este livro. Fruto de pesquisa consistente de um religioso incansável, sensível e coerente. - Prof. Dra. Patrícia Ricardo de Souza - Faculdades Integradas Claretianas, São Paulo Religião é indispensável para a vida, como bem afirma Riobaldo, em Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa: todo-o-mundo é louco. O senhor, eu, nós, as pessoas todas. Por isso é que se carece principalmente de religião: para desendoidecer, desdoidar. Reza é que cura loucura. É nesta perspectiva que se enquadra o excelente trabalho de Alexandre Cumino, que busca garantir a memória dos grandes feitos dos que fizeram e fazem a Umbanda contribuir para desendoidecer, desdoidar muita gente. - Prof. Dr. Antonio Boeing - Coordenador do Curso de Bacharelado de Ciências da Religião nas Faculdades Integradas Claretianas, São Paulo.

MEMÓRIAS DA UMBANDA DO BRASIL


A história da Umbanda é uma grande pesquisa em construção. Assim, sempre que novos documentos se apresentam, os autores procuram fazer a sua divulgação para que cada vez mais os umbandistas conheçam as origens e o desenvolvimento histórico da sua religião. Esta obra resgata alguns desses documentos e aborda alguns temas que, ao longo da história, tem sido motivo de muitos estudos e polêmicas como as conquistas dos umbandistas, a Umbanda na Mídia, a metodologia utilizada na pesquisa histórica da Umbanda, pontos de força de um terreiro, obsessores, animismo e mistificação. Quando novos documentos se apresentam é necessário um novo olhar sobre determinado tema. Assim ocorre neste livro com uma revisão do início da História da Umbanda. Outros temas, de grande interesse dos umbandistas, são tratados à luz da razão como: as oferendas e obrigações à Yemanjá, o uso indevido dos pontos cantados, aspectos históricos do Hino da Umbanda, banhos e defumações. O leitor encontrará ainda nesta obra um resgate sobre reportagens, livros e revistas que muito contribuíram para a divulgação da Umbanda. Uma interessante viagem no túnel do tempo mostra imagens que nos trazem muita saudade de tempos idos e também dos tempos atuais. Leal de Souza reaparece com novos documentos pesquisados e revelados. Esta obra é uma importante contribuição aos milhões de umbandistas que diariamente frequentam os terreiros no Brasil e em outros países.